O Londrina perdeu ontem à tarde uma grande oportunidade de ir para Cianorte com a possibilidade de jogar pelo empate no segundo jogo da final da Copa Paraná 2008, na próxima quarta-feira. O time fez uma boa partida no Estádio do Café, vencia por 1 a 0 e depois de ter perdido pelo menos três oportunidades de matar o jogo, acabou sendo castigado aos 45 minutos do segundo tempo, com um gol de cabeça do zagueiro Neto, do Cianorte.
O gol foi uma ducha de água fria para os torcedores e jogadores, que consideraram o resultado injusto: ''Foi injusto porque tivemos um pênalti a nosso favor e o juiz (Adriano Milczvski) não teve coragem de marcar'', reclamou o volante Wárley, referindo-se a um lance polêmico aos 38 minutos do segundo tempo. O lateral-esquerdo Wesley, que sofreu o pênalti, também protestou: ''Eu já tinha driblado o Valdir e ele me deu um carrinho sem bola. O juiz não marcou porque não quis'', disse à FOLHA ao sair do gramado.
Fora este lance, o resultado foi justo pelo que as duas equipes produziram. Poderia ter sido até mais elástico para os dois lados, dada a quantidade de gols perdidos pelas equipes. Com isso, continua tudo igual para o jogo da volta, no Estádio Albino Turbay, e se der novo empate a decisão irá para prorrogação e, se persistir, o campeão será conhecido nos pênaltis. O resultado repetiu a situação da Copa Paraná de 2007, quando o LEC dediciu contra o J. Malucelli e empatou o primeiro jogo no Estádio VGD (2 a 2), porém foi vencido por 2 a 1, em Curitiba, e perdeu o título.
Apesar de decidir diante da sua torcida, o técnico Bagé, do Cianorte, foi bastante cauteloso: ''Não cantamos vitória antes da hora. Esse gol no final ajudou, mas o outro jogo lá vai ser mais difícil que foi este aqui''.
O Londrina decidiu buscar a vitória logo no início e aos 2 minutos Danielzinho, em chute cruzado mandou bola na trave do goleiro Sílvio, que não se mexeu. Mas a sorte de Sílvio mudou aos 7 minutos, quando, em novo chute cruzado de Renatinho, rasteiro, ele foi tentar pegar e mandou a bola para dentro, um frango incrível.
O Londrina quase fez 2 a 0 em duas ótimas chances com Júnior César e Emanoel, mas num contra-ataque do Cianorte o zagueiro Gláuber acabou cometendo pênalti. Daniel Marques foi para a cobrança, enrolou, deu paradinha e de nada adiantou. Acabou mandando para fora. No segundo tempo, o Tubarão se encolheu, tomou muita pressão e apostou nos contra-ataques rápidos, quando perdeu três gols que poderiam ter dado um outro rumo à decisão.

EM LONDRINA

Londrina 1
Serginho; Edimar, Neto e Gláuber; Lisa, Emanoel (Wagner), João Paulo, Renatinho (Wárley) e Wesley; Danielzinho e Júnior Santos (Nena).
Técnico: Nei César

Cianorte 1
Silvio; Neto, Valdir e Diego (Amaral) (Felipe); Daniel Marques, Jovany, Vagner Rosa, Dill e Carlinhos (Maxwell); Marquinhos e Elton
Técnico: Bagé

Árbitro: Adriano Milczvski
Estádio: do Café
Gols: Renatinho, aos 7 minutos do 1º tempo, e Diego, aos 45 do 2º tempo
Público: 1.666 pagantes (1.995 total)
Renda: R$ 11.215

mockup