Apesar da interferência do técnico Paulo Comelli, que saiu em defesa do jogador, a diretoria do Londrina dispensou ontem o meia-atacante Fabinho Fontes. Anteontem à noite, véspera do amistoso em que o Londrina venceu o Matsubara por 3 a 1, em Cambará, o jogador estava no Bar Choupana (área central da cidade). A esposa dele, Leile Fernanda, 21, grávida de três meses, entrou no estabelecimento e, depois de vê-lo acompanhado de uma garota - o volante Jefferson estaria ao lado de outra - começou a discutir com o marido.
Os dois saíram do bar e se atracaram na rua. Uma viatura os conduziu à 10ª Subdivisão Policial. Comelli e o supervisor Lico chegaram imediatamente ao local. Também apareceu uma testemunha para representar contra o jogador, que teria agredido a mulher, mas desistiu de denunciá-lo.
Ontem, Fabinho Fontes se reapresentou no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), a pedido de Comelli, que tentou reverter a punição. No entanto, o treinador não encontrou o vice-presidente de futebol Célio Guergoletto, que não compareceu ao clube até as 18 horas. ‘‘Vou dizer ao Célio que o Fabinho trabalhou comigo durante oito meses no Taubaté e nunca me criou nenhum problema. Sair à noite, na véspera de um amistoso, é um erro que poderíamos contornar. O Fabinho errou, sim, mas não cometeu nenhuma falha considerada grave’’, afirma o treinador.
Fabinho Fontes rebate as acusações de que teria ido ao Choupana tomar cerveja em companhia de uma garota. ‘‘Aconteceu o seguinte: avisei minha mulher que iria sair um pouco, mas que voltaria logo. Aí estava no Choupana com uns amigos que eu e o Jefferson conhecemos aqui. As meninas de que falam eram duas primas. O pai de uma delas e o tio da outra estavam juntos. Na mesa, havia mais algumas pessoas da mesma família. Aí, chega a Leile, que perdeu a cabeça... Apenas a segurei pelos braços pra impedir um rolo pior. Juro que não a agredi. Eu não seria cachorro de bater em mulher. Hoje cedo (ontem), conversei numa boa com a Leile e deixamos tudo pra lá. Ela preferiu voltar a São Paulo e sugeri que levasse meu carro. Assim, eu ficaria a pé e não diriam mais que saio nas noites. Não sou disso. Fui ao Choupana pra ficar só uns 20 minutos. De repente, vejo a Leile. Nem deu tempo de contar quem eram duas primas...’
O depoimento de Fabinho Fontes não comoveu Guergoletto, que se mantinha irredutível, até as 19 horas, antes de ouvir o apelo de Comelli.

mockup