LEC faz 50 anos e reúne ex-presidentes
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quarta-feira, 05 de abril de 2006
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
O Londrina deu início ontem às festividades em comemoração ao cinquentenário do clube. O principal destaque foi a reunião de recentes e antigos presidentes que juntos construíram as glórias e os fracassos da história do clube. Dos que ficaram marcados pelo bom trabalho, a maioria esteve lá, como Dorival Pagani e Carlos Antonio Franchello. Dos que tiveram um trabalho ruim ou questionável, ninguém compareceu.
A primeira etapa das comemorações foi a inauguração do Marco Zero, instalado no piso térreo do Edifício Monções, onde em 5 de abril de 1956 nascia o Londrina. Entre os homenageados estava o ex-prefeito Dalton Paranaguá, responsável direto pela fusão entre Londrina Futebol e Regatas e Paraná Esporte Clube, que originou o Londrina Esporte Clube.
Mas quem roubou a cena foi Franchello, 81 anos, segundo ele, de amor ao Londrina. Franchello foi um dos maiores cartolas dos clubes, pelas conquistas e pelo jeito folclórico com que comandava a equipe. No Brasileiro de 1977, por exemplo, deu entrevista em rede nacional afirmando que já estava treinando seu espanhol porque o Londrina iria disputar a Libertadores da América.
Com seu choro constante, suas histórias e causos, Franchello foi a grande atração da solenidade. Criticou a forma como são feitas as contratações nos dias atuais. ''Na minha época a gente ia ver o jogador treinar antes de contratar'', relembrou.
Mas o momento mais marcante foi quando lembrou de sua maior conquista, a doação do terreno onde está instalada a sede campestre do Londrina, que foi a leilão para pagamento de dívidas. Ele não conteve o choro. ''Quando me disseram, até pensei que era 1º de abril'', disse, mostrando as escrituras do terreno que, segundo ele, é inalienável e impenhorável.
Duas placas marcam de hoje em diante o local onde o clube foi fundado. Uma traz dados oficias e a outra é uma reprodução da edição da Folha de Londrina de 5 de abril de 1956.
O evento seguinte foi a abertura oficial da Mostra Londrina 50 anos - 1956-2006, sediada no Museu Histórico de Londrina. A exposição conta com camisas de diversas gerações do clube, troféus, fotos e recortes de jornais. Ela funciona das 9 horas às 11h30 e das 14h30 às 15h30 e vai ficar à disposição dos visitantes por 30 dias.
Entre todos os presentes nas festividades, o mais feliz era o atual presidente, Peter Silva. Estava orgulhoso de ser o responsável pelas festividades e voltou a ressaltar a necessidade de comemorações mesmo com o momento conturbado pelo qual passa o clube. ''Nada tem futuro se você não der valor no seu passado. Tem coisas boas e coisas ruins. As ruins temos que esquecer e as boas comemorar. Temos que aprender com os tombos e se levantar. Nossa história é muito bonita, mas poderia ser melhor'', disse Peter.
À noite, aconteceu ainda um culto ecumênico na Catedral Metropolitana de Londrina. No dia 28, uma festa no Iate Clube homenageará os personagens da história alviceleste.


