Há 45 anos, a cafeicultura fazia Londrina entrar com destaque no mapa do desenvolvimento dos anos 50 e o futebol já era uma paixão nacional alimentada por craques como Didi, Garrincha, o menino Pelé e toda uma geração de jogadores inesquecíveis.
Naqueles anos dourados tanto para o Norte do Paraná quanto para o esporte brasileiro, surgia, alviceleste, o Londrina Futebol Clube (que com a fusão com o Paraná Esporte Clube em 1970, passou a se chamar Londrina Esporte Clube), primeiro clube profissional da cidade, fundado em 5 de abril de 1956.
Londrinenses que acompanhavam de perto o bom desempenho do Nacional, de Rolândia (25 km a oeste de Londrina) foram os idealizadores da iniciativa. Com apoio da próspera comunidade, ávida por grandes jogos na cidade, o Londrina teve um início brilhante. Com apenas três anos de fundação, já era vice-campeão estadual. Quatro anos depois, levantou o primeiro dos três títulos estaduais que detém. No ano seguinte, disputou o primeiro torneio nacional oficial, sendo eliminado na primeira rodada da Taça Brasil.
Após a fusão com o Paraná Esporte Clube (ex-São Paulo, o primeiro grande rival do Tubarão), em 1970, o tradicional alviceleste foi substituído pelo vermelho e branco, as cores oficiais do município. Dois anos depois, Carlos Antonio Franchello, folclórico presidente que marcou época na direção do clube, fez o alviceleste voltar ao uniforme do LEC.
No segundo semestre de 1977 e início de 78, o clube viveu seu maior momento, chegando a 4ª colocação no Campeonato Brasileiro. Era a equipe de Brandão e Carlos Alberto Garcia, que inauguravam em grande estilo a Era Estádio do Café, construído em 1976. Foi o ano das vitórias impossíveis, das festas na Avenida Higienópolis e da torcida norte-paranaense esquecendo as equipes paulistas para sonhar com um título brasileiro pé-vermelho.
Três anos depois, uma temporada histórica, cujo principal destaque foi o jovem meia Éverton, que depois brilharia em grandes clubes do futebol brasileiro. Vice-campeão paranaense de 1980, o Londrina sagrou-se campeão da extinta Taça de Prata, torneio nacional equivalente a atual Série B. No ano seguinte, um título com sabor especial. Na final do Paranaense de 1981, a equipe comandada por Neneca e Carlos Henrique bateu o arquirrival Grêmio Maringá, conquistando o primeiro título estadual no Estádio do Café.
Os bons tempos voltaram apenas no início da década de 90, com a ascensão do atacante Élber (Bayern de Munique), o mais bem sucedido jogador já revelado pelo Londrina. Ele atuou poucas vezes com a camisa alviceleste, nos anos de 90 e 91, mas após excelentes atuações pela Seleção Brasileira de juniores, foi vendido ao Milan, por US$ 1 milhão.
Em 1992, a equipe dos zagueiros João Neves e Márcio Alcântara precisou de uma série de três jogos no Estádio do Café para bater outro tradicional rival, o União Bandeirante, na final do Estadual. Sem a mesma qualidade na formação de jovens craques – o último a se destacar foi o centroavante Agnaldo (Fluminense) – e com dívida crescente, a equipe amargou maus resultados e chegou a cair para a segunda divisão estadual em 1998 (no ano seguinte, conquistou o título e voltou à Primeirona) , mas está se recuperando aos poucos com a ajuda de uma nova diretoria e um grupo de empresários que querem fazer o torcedor voltar a sonhar.

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