LEC expande marca com apoio a modalidades
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 06 de maio de 2015
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Com o objetivo de apoiar o esporte londrinense e aumentar a visibilidade da sua marca, o Londrina Esporte Clube colocou em prática desde o início da atual gestão um projeto de parceria com outras modalidades e, ao mesmo tempo, busca por recursos federais para estruturar o clube.
Hoje, o LEC é parceiro de sete modalidades: taekwondo, tênis de mesa, futebol de mesa, boxe, bicicross, rúgbi e basquete masculino, cujo acordo foi anunciado na última segunda-feira. Todos os contratos de parceria são aprovados pelo Conselho de Representantes, não implicam em gastos extras ao clube e isentam o Londrina de uma eventual reclamatória trabalhista no futuro. Os parceiros usam as cores e o símbolo do alviceleste.
O presidente Felipe Prochet ressaltou que a união entre o LEC e os outros esportes é uma forma de apoiar as modalidades de Londrina, sempre tão carentes na busca por recursos e patrocinadores. "Tenho esportistas na família e sei como é difícil. A parceria pode diminuir esta dificuldade. Ao mesmo tempo é uma forma de aumentar a visibilidade da marca Londrina", frisou. "Na prática isso vai resultar em mais torcedores, mais consumidores, mais gente comprando e usando a marca Londrina".
O clube negocia atualmente com o atletismo, futsal masculino do Iate Clube e feminino, que também podem se tornar modalidades do LEC no futuro. O Londrina tem ainda a intenção de abrir uma escolinha oficial do clube para meninas.
Para o técnico da equipe de basquete da Associação Pé Vermelho de Esporte (APVE), Bruno Lopes, a parceria será fundamental para alavancar o projeto. "A nossa visibilidade vai aumentar e acreditamos que isso possa resultar em novos patrocinadores", projetou.
O agora LEC/APVE/FEL trabalha com 100 meninos entre 12 e 17 anos e tem como meta, em cinco anos, ter uma equipe adulta disputando o Novo Basquete Brasil (NBB). "Primeiro precisamos estruturar bem a base para depois chegar ao adulto. No 3º e 4º anos queremos ter uma equipe sub-22 disputando a liga de acesso e em seguida estar no NBB", relatou Lopes. O time sub-17 usou pela primeira vez na noite de ontem o uniforme do Londrina em partida válida pelo Paranaense diante do Cambé, no ginásio Moringão.
RECURSOS
A parceria com a APVE vai permitir ao Londrina apresentar projetos junto ao Ministério do Esporte em busca de recursos para as modalidades olímpicas e também para o futebol de base do clube. Sem possuir as Certidões Negativas de Débitos (CND), o LEC precisa de um CNPJ "limpo" de outra associação esportiva para pleitear os recursos.
Uma dívida de IPTU, referente a um terreno, com a prefeitura de Londrina e outra de R$ 3 milhões por atraso no recolhimento do Fundo de Garantia (FGTS) impedem o clube de conseguir as CND. "Não reconhecemos nenhuma das dívidas. Este terreno nunca pertenceu ao Londrina e o passivo trabalhista nós já resolvemos. Estamos recorrendo nas duas questões", frisou Felipe Prochet.
Diversos clubes do futebol brasileiro usam recursos federais para a construção de Centro de Treinamentos, formação de atletas e manutenção das equipes de base. "O Palmeiras construiu o seu assim. O São Paulo mantém o seu departamento amador com esse dinheiro e o Corinthians está correndo atrás para fazer o seu CT. Já estamos elaborando um projeto e vamos tentar recursos federais para a construção de um CT para a base do Londrina", revelou o presidente.


