Venceu a pressão política. O Campeonato Brasileiro da Série B será disputado por 28 times, a exemplo do que vai ocorrer na Série A. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) venceu a queda de braço com o Clube Brasil (entidade que reúne cerca de 20 times da segunda divisão) e confirmou ontem a competição com quase 30 equipes. O Clube Brasil defendia a competição com no máximo 22 times.
Além do Londrina, que tradicionalmente disputa a Série B, o Paraná terá ainda a presença do Malutrom. O time de São José dos Pinhias, que disputou as oitavas-de-final da Copa João Havelange no ano passado (competição símbolo da virada de mesa no futebol brasileiro), ganhou sua vaga por pressão política de seus diretores e da Federação Paranaense de Futebol (FPF).
Inicialmente prevista para agosto, a Série B teve sua primeira rodada antecipada para o dia 8 de julho. O Londrina estreará jogando fora de casa diante do Caxias, campeão gaúcho de 2000. Já o Malutrom enfrentará o XV de Piracicaba, em Curitiba.
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, jura que foi adotado ‘‘critério técnico’’ para a escolha dos times. A Segundona quase sofreu um inchaço ainda maior com a intervenção do presidente da Federação de Estadual do Rio de Janeiro (Ferj), Eduardo Viana, o Caixa d‘Água, que defendia a presença de 44 times no torneio.
Pressionada pelas federações estaduais, a CBF repetiu a fórmula de disputa da Série A e convidou mais seis equipes. Os clubes jogarão entre si na primeira fase, num total de 27 rodadas, se classificando os quatro melhores colocados para a semifinal. O campeão e o vice subirão para a Série A. Os seis últimos colocados serão rebaixados.
A CBF informou ainda que o programa de racionamento de energia imposto pelo governo será respeitado.
O Clube Brasil, do qual faz parte o Londrina, negocia agora com a Globo Esportes o valor de patrocínio para as transmissões dos jogos da Série B. Segundo o diretor de marketing do Londrina, Peter Silva, a proposta inicial é que a Globo forneça 25 passagens aéreas, alimentação, hotel e mais uma quantia em dinheiro quando os times atuarem fora de casa.
De posse da tabela, os dirigentes dos clubes estão levantando os custos e vão repassá-los a Marcelo Pinto, diretor-executivo da Globo Esportes. Caso a empresa faça valer o atual contrato com a CBF, os clubes teriam direito a apenas 23 passagens de avião e mais dois mil reais para hospedagem e alimentação.

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