Falta uma semana para o Londrina decidir seu futuro. A eleição do próximo domingo, que elegerá o próximo Conselho Deliberativo do clube e seu novo presidente executivo para os próximos dois anos, pode ser considerada uma das mais importantes da história cinquentenária do Tubarão. Afinal, uma nova gestão ruim pode decretar o fim do clube.
Gilberto Ponce, da chapa ''Novo Londrina'', e Marcelo Caldarelli, da ''União Faz a Força'', são os pretendentes a salvar o clube alviceleste. Os dois são empresários e têm fortes ligações com o Londrina.
Caldarelli foi presidente entre 96 e 97. Sua gestão foi polêmica. Ficou marcado por aparecer em rede nacional oferencendo bois como premiação para os jogadores. Ele também inovou ao contratar o ator Nuno Leal Maia para ser o treinador da equipe. Caldarelli já trabalhou na Portuguesa Londrinense, o que lhe rendeu o título de ''persona non grata'' no Tubarão, e presidiu o Cambé Atlético Clube. Ele também empresaria jogadores e garante ter alinhavada duas parcerias para 2010, uma com o Barueri e outra com a ThikBall, empresa de Bruno Paiva, filho do técnico do Internacional, Mário Sérgio Pontes de Paiva, de quem é amigo.
Ponce colaborou financeiramente por anos com o Londrina. Em 2008, se aliou ao também empresário Persius Sampaio e ao médico Alexandre Queiroz para comandar a Royal Players. A empresa assumiu o futebol do Nacional de Rolândia. Após subir o time para a primeira divisão no Paraná no ano passado e ver o NAC terminar o Paranaense em quarto lugar, Ponce se desligou da Royal para voltar ao Tubarão. Ponce tem o apoio do prefeito Barbosa Neto (PDT), que deseja ver o empresário Sérgio Malucelli, da SM Sports, gerindo o futebol do Londrina.
Caldarelli é dono do hotel que abrigou os jogadores do Londrina em 2009. A dívida do clube com ele ultrapassa os R$ 30 mil. Ponce também perdeu dinheiro em 2009 com o Tubarão, já que fez vários empréstimos ao clube este ano.
Os dois divergem sobre a venda do VGD, vontade do prefeito - um grupo supermercadista tem interesse de abrir um shoping no local. Mas concordam que a missão principal é resgatar a credibilidade do clube, que foi jogada no lixo pelo atual presidente Peter Silva, uma vez que seus quatro anos de mandato foram marcados por denúncias e ações obscuras. Por falar no cartola, tanto Caldarelli como Ponce torcem o nariz quando ouvem seu nome e evitam terem a candidatura atrelada ao apoio do dirigente. Tanto um como outro já mandou avisar que uma das primeiras ações após a eleição será pedir uma auditoria no clube para expor a situação real que vão encontrar.
A Folha ouviu os dois candidatos. As mesmas perguntas foram feitas para ambos. Acompanhe as respostas abaixo.

mockup