LEC e Lusa empatam em derby de 6 gols
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2003
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
O Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD) testemunhou ontem o derby mais emocionante dos últimos anos. Londrina e Portuguesa Londrinense protagonizaram um jogo de seis gols, envolvente e repleto de alternativas. Céticos, descrentes ou pessimistas, todos tiveram que admitir o bom futebol apresentado na estréia dos dois times no Campeonato Paranaense.
O empate (3 a 3) refletiu o que foi produzido em campo. Mesmo sempre atrás no marcador, o LEC teve mais a posse de bola e mostrou uma postura mais ofensiva. A Lusinha jogou com mais inteligência, explorando os contra-ataques e aproveitando as constantes falhas da marcação adversária.
A Lusa abriu o placar logo aos 8 minutos. O meia-ofensivo Marcian, melhor jogador da partida, recebeu de Zé Roberto e assistiu ao estreante Daniel, que livre de marcação, bateu de pé direito sem chances para o goleiro Serginho. Lusa 1 a 0. Logo na sequência, o atacante Caniggia bateu de sem pulo e quase ampliou.
Aos 24 minutos, o lance mais agudo do LEC. Depois de um cruzamento do lateral-esquerdo Fabinho, a bola acabou sobrando para Jamur, que bateu forte obrigando Nei a praticar uma difícil defesa. Dois minutos depois, o Tubarão chegou ao empate. Paraguaio bateu do bico da área, a bola resvalou na defesa e sobrou para Valdeir, que marcou seu primeiro gol com a camisa alviceleste. 1 a 1.
Após o empate, o LEC passou a pressionar a defesa lusitana. Aos 36 minutos, o atacante Negreti perdeu a chance da virada. Ele recebeu do meia Valdeir e de frente para o gol bateu totalmente sem direção.
No segundo tempo, o LEC voltou pressionando, mas foi surpreendido logo aos 13 minutos. O meia Marcian cruzou com perfeição para Carlos Edurardo subir de cabeça e colocar a Lusinha na frente. Lusa 2 a 1. Dispensado pelo LEC no ano passado, o lateral foi hostilizado pela torcida alviceleste até o fim do jogo.
O empate do Londrina veio aos 29 minutos. Depois de um tiro quase a queima-roupa de Paraguaio, o goleiro Nei rebateu para o meio da área, o meia Márcio Alan só teve o trabalho de empurrar para dentro do gol. 2 a 2.
A Lusa voltou a mostrar força. Aos 35, mais uma vez Marcian cruzou da direita e encontrou o atacante Marco Antonio, que desviou de cabeça tirando a bola das mãos de Serginho. Lusa 3 a 2. A torcida lusitana ainda comemorava quando veio mais uma decepção. No minuto seguinte, depois de boa jogada de Paraguaio, a zaga lusitana rebateu a bola para o bico da grande área. O meia Rocha pegou de primeira e bateu forte sem defesa para Nei. 3 a 3.
No final da partida, o técnico Roberto Fernandes foi xingado de burro por parte da torcida do Tubarão depois de promover algumas substuições. O meia-ofensivo Valdeir, autor de um dos gols, saiu de campo reclamando de ter saído do jogo.


