LEC é goleado e Série B fica longe
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domingo, 25 de setembro de 2005
Thiago Mossini<br> Enviado especial à Brasília 
Brasília - Durante toda a semana o técnico do Ceilândia, Paulo Comelli, cobrou de seus comandados um placar elástico na partida contra o Londrina. Eles ouviram, atenderam o chefe, fizeram 3 a 0 e deixaram o time candango com um pé na quarta fase da Série C do Campeonato Brasileiro. Já o Tubarão, vê a volta à Série B virar um sonho distante. Para classificar, o time precisa vencer a partida de volta no VGD, domingo à tarde, por pelo menos quatro gols de diferença. Triunfo por 3 a 0 leva a decisão para os pênaltis. Vitória por três gols de diferença, mas com o Ceilândia também marcando classifica o rival.
Para se classificar para o último mata-mata, o time precisa superar o medo de fazer gols. Em nove jogos disputados até agora, o Londrina balançou as redes rivais apenas 12 vezes - média de 1,33 gols por jogo. Nos últimos cinco jogo, a equipe marcou apenas dois gols e sofreu seis.
Na partida de ontem, não foi só o ataque que não funcionou. Todo o time esteve apático e não chegou nem a assustar o adversário. Não teve pressão da torcida porque o jogo foi com portões fechados conforme determinação do Superior tribunal o de Justiça Desportiva (STJD). Foi um dos piores jogos da equipe na competição.
O Londrina até que começou melhor a partida, pressionando os donos da casa, principalmente com as jogadas rápidas de Renatinho, mas nada que pudesse amedrontar o rivais, que na primeira oportunidade abriram o placar. Aos 24 minutos, Fábio Vidal cobrou escanteio curto para Fumaça. O ex-atacante do Londrina cruzou na segunda trave, Humberto escorou de cabeça e o zagueiro Adriano encheu o pé para fazer 1 a 0.
O gol balançou o Tubarão. Sem criação no meio-campo, Fonseca sacou o inoperante Jajá e colocou o garoto Everton. O meia ainda não havia jogado nesta Série C. Entrou numa fria e foi apenas mais um em campo, sem dar a criatividade que o meio-campo precisava. Desta forma, a bola não chegava aos atacantes.
A partir daí veio a estrela do técnico Paulo Comelli, que estava suspenso e teria que assistir ao jogo das tribunas, mas ficou na arquibancada dando instruções ilegalmente, e do atacante Abimael. O treinador colocou o atleta em campo junto com o meia Rincón e na primeira jogada dos dois saiu o segundo gol do Ceilândia. Serginho saiu mal do gol e Rincón cruzou, Abimael livre no segundo pau cabeceou para fazer 2 a 0 aos 20 minutos. O terceiro gol surgiu da cobrança de escanteio: Fábio Vidal cobrou, a defesa do Londrina ficou assistindo e Humberto, livre, cabeceou para as redes.
EM BRASÍLIA
Ceilândia 3
João Carlos; Dinho, Adriano, Humberto e Fábio Vidal; Tião, Lenadro Leite, Paulo Santos e Fabinho (Rincon); Fumaça (Abimael) e Victor (Cassius). Técnico: Paulo Comelli
Londrina 0
Serginho; Alex, Romildo e Cesco; Carlão (Fabinho), Goiano, Fábio, Jajá (Éverton) e Tita; Renatinho e Bruno (Alex Paulista). Técnico: Roberto Fonseca
Árbitro: Enéas Eugênio de Aguiar-MG
Estádio: Mané Garrincha
Gols: Adriano, aos 24 minutos do 1º tempo; Abimael, aos 20, e Humberto, aos 35 minutos do 2º tempo


