O Londrina Esporte Clube (LEC) desistiu oficialmente, ontem, de participar da fase final da Copa Paraná. O time deveria enfrentar o Atlético no próximo dia 24, em Curitiba, pela semifinal - o primeiro jogo, em Londrina, terminou em 3 a 3. A diretoria alega que não conseguiria montar uma equipe a tempo de jogar no dia 24. A competição dá uma vaga ao melhor time do interior na Copa Sul-Brasileira, que já tem tabela definida. Atlético, Coritiba e Paraná têm vaga garantida. Com a desistência do Londrina, o indicado será o Grêmio Maringá, que já está desde o ano passado classificado para a final da Copa Paraná.
Os dirigentes do Londrina passaram o dia ontem contornando um princípio de crise com a Federação Paranaense de Futebol (FPF). Eles tinham a informação de que o presidente da entidade, Onaireves Rolim de Moura, ameaçava punir o clube caso o time não jogasse com o Atlético.
O presidente do Conselho Deliberativo, Antonio Amaral, prometeu ir ‘‘às últimas consequências’’ para ‘‘defender nossos interesses’’. Amaral argumentava que, ‘‘sem time e sem técnico’’, seria impossível cumprir a tabela. ‘‘Não podemos permitir que manchem a honra do Londrina. Tentaremos resolver o problema na base do diálogo, mas, se não nos respeitarem, vamos buscar as vias judiciais’’, disse Amaral.
Em represália às pressões de Moura, o vice-presidente de futebol, Célio Guergoletto, levantou a possibilidade de liderar uma rebelião para criar uma subsede da FPF em Londrina. ‘‘Basta de brincadeiras, chega de dizer amém. Está mais do que na hora desse homem (Moura) se colocar no seu devido lugar. Ele bajula os grandes da capital e ignora as pequenas equipes do interior. Queremos fundar uma subsede da Federação para fortalezer os clubes do Norte’’, disse Guergoletto.
Nem seria necessário: tramita na FPF um decreto de Moura para criação de uma subsede em Londrina. A inauguração está prevista para março. Apesar do clima tenso, Guergoletto decidiu, por volta das 17 horas, adotar um tom mais diplomático: um simples telefonema dele de Camboriú-SC para Moura impediu que a crise tivesse maiores desdobramentos. Moura negou que fosse punir o Londrina, afirmando que ‘‘compreendia a fase difícil vivida pelo clube’’.

mockup