LEC: de candidato ao título a ameaçado
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Thiago Mossini <br> Reportagem Local 
Da promessa da briga pelo título à preocupação em escapar do rebaixamento. Esse é o Londrina 2012. A empolgação de ter vencido a Divisão de Acesso - competição de nível técnico pífio - com sobras para a decepção de estar entre os piores da primeira divisão. Passadas sete rodadas do Paranaense, a sensação que fica no torcedor é de propaganda enganosa. O gestor Sérgio Malucelli, que no ano passado disse que o time brigaria pelo título, já admite que está com medo de ver o Londrina na Segundona de novo.
A FOLHA não conseguiu falar com o empresário ontem, que estava em Curitiba. Porém, em entrevista à Rádio Brasil Sul, ele expôs todo seu receio com a queda.
''Realmente é preocupante. Jamais imaginaria isso. Depois da atuação contra o Coritiba, acreditava-se que o time iria lá (em Toledo) e conseguiria uma vitória. A situação é perigosa mesmo. Hoje, eu diria que estou mais preocupado em não ser rebaixado'', desabafou o cartola.
Malucelli reconheceu que as vagas na Série D do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil ficaram longe. E tem motivos de sobra para pensar assim. Em 21 pontos disputados, o Londrina ganhou apenas 6. O modesto nono lugar veio após triunfo sobre o vice-lanterna Paranavaí, empate com o lanterna Iraty e com o antepenúltimo colocado Toledo. O único ponto obtido contra um time que não está na parte debaixo da tabela foi o do empate com o terceiro colocado Coritiba.
O jejum já é de cinco jogos. O Tubarão está a apenas dois pontos da zona de rebaixamento. O desempenho fraco vai deixando o clube cada vez mais longe da vaga na Série D e, consequentemente, sem calendário para depois de maio, o que seria um desastre para o planejamento alviceleste.
O Cianorte, que divide a liderança do Paranaense com o Atlético, já soma 19 pontos. Somente uma tragédia lhe tira uma das vagas na competição nacional. Assim, a briga ficaria restrita à segunda vaga.
Pelas contas do técnico Cláudio Tencati, não há nada perdido. Ele usa a matemática para explicar. Quer fechar o turno com 16 pontos pelo menos - pode chegar no máximo a 18 - e engatar uma sequência de vitórias no returno para tirar a diferença perdida.
Baseando-se na pontuação do Paranaense passado, o Londrina terá que embalar e muito a partir do compromisso de amanhã, contra o Operário, em Ponta Grossa, para reverter a situação. Em 2011, o mesmo Fantasma somou 22 pontos no primeiro turno e administrou a vantagem no returno para atingir com tranquilidade a final do interior com 40 pontos.
A outra vaga ficou com o Cianorte, que fez 17 pontos em cada turno, somando 34 no total, mesma quantidade do Arapongas, que perdeu a vaga porque tinha um saldo de gols menor: 4 contra 8 do Leão do Vale.
Há, porém, outros números do ano passado que, diante do quadro atual, interessam mais ao Tubarão. São os do Paraná Clube. O Tricolor somou 23 pontos em 2011 e mesmo assim caiu para a Segundona.


