LEC corre risco de estrear longe do Café
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sexta-feira, 18 de março de 2016
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem local 
A menos de 60 dias da estreia do Londrina na Série B do Campeonato Brasileiro, o Estádio do Café está longe de ter os seus problemas resolvidos e nem mesmo a Fundação de Esportes (FEL) se arrisca a garantir que o local estará liberado até o mês de maio.
O último jogo realizado no Café foi no dia 8 de novembro do ano passado quando o Londrina venceu o Vila Nova por 1 a 0 na primeira partida da final da Série C. Hoje, o maior estádio do interior do Paraná está com três dos quatro laudos exigidos pelos órgãos de segurança vencidos.
Os documentos de segurança e engenharia venceram em 31 de dezembro e o de prevenção e combate a incêndio expirou em 15 de novembro. Somente o laudo das condições sanitárias e higiene tem validade até dezembro de 2016.
"É difícil responder se o estádio estará liberado. Nós acreditamos que sim, mas temos algumas dificuldades na parte estrutural", revelou o presidente da FEL, Vilmar Caus, o Mazinho. De acordo com a tabela básica divulgada pela CBF, o LEC estreia no dia 13 ou 14 de maio, quando recebe o CRB-AL. A estreia longe de casa não seria uma novidade neste ano. No estadual, a equipe jogou as primeiras partidas no Estádio dos Pássaros, em Arapongas, e voltou a atuar no Vitorino Gonçalves Dias (VGD) após a liberação do local.
Representantes da CBF realizaram uma vistoria há algumas semanas no Café e apontaram algumas modificações, porém a renovação dos laudos depende de mais uma visita da Polícia Militar (PM). "A nossa maior dificuldade é realizar o recape do anel superior, que está se deteriorando", afirmou Mazinho. A obra está orçada em R$ 300 mil e deve ser bancada com recursos da própria FEL.
A base das torres de iluminação e dos pilares de sustentação da cobertura das cadeiras cativas é outro ponto que traz insegurança aos frequentadores do estádio e que há muito tempo precisa de manutenção. "A licitação das torres deve ser publicada nos próximos dias e vamos abrir também o processo para a troca da cobertura das cadeiras", garantiu o presidente.
Ainda de acordo com Mazinho, o Corpo de Bombeiros exige a instalação de hidrantes, placas de sinalização e luzes de emergência. "Isso já foi iniciado em 2015 e não será problema para a expedição do novo laudo."
O prefeito Alexandre Kireeff (PSD) fez questão de ressaltar que o município está cumprido o cronograma de obras no estádio, mas também não garantiu o Café liberado para a competição nacional. "Não trabalhamos com a possibilidade do Londrina jogar fora da cidade. Porém, o nosso tempo é apertado e temos que respeitar toda a tramitação legal, que é burocrática e demorada. Mas, temos que respeitar a lei", ressaltou.
O estádio deve ainda ganhar uma pintura nova nas arquibancadas e vestiários, além da adequação de um vestiário próprio para a realização dos testes antidoping.
Para agravar a situação, o VGD está liberado apenas até o dia 31 de março, quando expira o laudo provisório emitido pela PM. "Já tivemos algumas conversas prévias para prorrogar a validade do laudo e acredito que vamos ter sucesso neste pedido", informou o presidente do LEC, Felipe Prochet.
GRAMADO
Segundo o cronograma da FEL, o gramado do Café estará liberado para ser utilizado a partir do mês de abril. "Provavelmente, o visual ainda não será o ideal, já que é necessário um melhor enraizamento da grama", apontou Mazinho. O município gastou mais de R$ 415 mil para a troca completa do gramado. A obra teve início na segunda quinzena de novembro do ano passado com prazo de 90 dias de execução.
DESPEDIDA
No dia 25 de setembro de 2004, o Londrina se despedia da Série B do Campeonato Brasileiro com uma derrota por 2 a 1, fora de casa, contra o Marília, em uma campanha manchada por 14 derrotas e o rebaixamento. Uma semana antes, a torcida alviceleste acompanhava pela última vez o LEC no Estádio do Café durante empate por 2 a 2 contra a Portuguesa.


