LEC cobra atrasados e pede prêmios maiores a Belinati
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quinta-feira, 08 de outubro de 1998
Nelson Cilo 
O coordenador-geral do Londrina, Célio Guergoletto, tentará convencer o prefeito Antonio Belinati a elevar o valor dos prêmios dos jogadores por eventuais vitórias do time no playoff (mata-mata) da Série B do Campeonato Brasileiro. Guergoletto e o presidente do Conselho Deliberativo, Antonio Amaral, foram à Prefeitura no começo da noite de ontem, mas não conseguiram encontrar Belinati. O encontro ficou para as 10 horas de hoje.
Até agora, segundo eles, Belinati não repassou os R$ 5 mil referentes ao empate diante do Atlético Goianiense - resultado que antecipou a vaga da equipe - ou mesmo o extra que havia prometido, caso o Londrina se classificasse. Como os salários de setembro vencem neste sábado, a expectativa no clube é que tudo esteja regularizado antes da viagem para Natal.
Os dirigentes querem que o embarque ocorra domingo pela manhã, mas o supervisor Lico constatou ontem que todos os vôos comerciais estarão lotados no fim-de-semana. Restaria uma alternativa: um vôo fretado. Só que o Londrina, segundo Guergoletto, não poderia assumir as despesas de R$ 35 mil. Hoje, haverá outras tentativas. Este é um problema da CBF, reagiu Guergoletto, que desistiu de trazer o atacante Maurílio (dispensado pela Ponte Preta) e confirmou o interesse no empréstimo do centroavante Guilherme (Vasco).
Fórmula mágica - Varlei promete analisar atentamente o esquema do ABC, o primeiro adversário do Londrina no início do playoff, terça-feira à noite, em Natal. O técnico reconhece que pouco sabe a respeito do adversário. Meu filho acompanhou pela TV o jogo deles contra o Fluminense e me passou algumas informações, mas quero conferir pessoalmente, disse o treinador.
Varlei sugeriu ontem ao supervisor Lico que providenciasse o teipe de ABC x Fluminense para estudá-lo cuidadosamente na segunda-feira. Vou mostrar tudo aos meus jogadores. Vamos conferir cada detalhe, conta Varlei, que só conhece um jogador do ABC. Sei que o Geraldo é um atacante bastante perigoso. Ele se movimenta bastante na frente.
Depois de utilizar os esquemas táticos 3-5-2 e 4-5-1 na primeira fase da Série B, Varlei garante que tem outra fórmula para passar pelo ABC: o 3-5-3. Segundo ele, é preciso que o Londrina tenha 11 jogadores e mais a torcida. Seria bom reencontrar aquela torcida que nos deu muita força na temporada de 92. Mais do que nunca, chegou a hora de lotarmos nosso estádio, afirma Varlei. Ele acha que os torcedores ainda não acordaram, nem sentiram que o time luta para alcançar a elite do futebol brasileiro.
O time - Varlei comanda o primeiro coletivo da semana, às 11 horas de hoje, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias. Amanhã cedo, haverá o segundo. Além do ala Marquinhos Capixaba e do central Valder, que cumpriram suspensão automática e reforçam o time em Natal, Varlei vai escalar a maioria dos jogadores que zeraram os cartões diante do Remo, especialmente Ivanildo, Arnaldo e Mauro. Já o quarto-zagueiro Carlos Alberto, que se recupera de um estiramento na coxa, dependerá de novos exames.
Ontem, surgiu mais um contratempo: o goleiro Geraldo voltou a sentir fortes dores no ombro, no mesmo local em que sofreu uma luxação no ano passado. Nada, porém, que fosse consequência de treinamentos mais puxados. Quando acordei, meu ombro doía muito, mas não creio que isso vá me tirar do jogo, supõe Geraldo, que hoje será avaliado pelo médico Júlio Bispo.
Enquanto isso, o caso Nelsinho permanece inalterado. O juiz da 5ª Junta de Conciliação e Julgamento, Manoel Vinicius de Oliveira Branco, ainda não apreciou a validade da oferta de um credor do Londrina, Antonio Alves Ferreira, que, no leilão de anteontem, arrematou o passe do meia-atacante Nelsinho por R$ 9 mil. O passe está avaliado em R$ 100 mil.


