LEC cancela coletivo para não ser observado
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sexta-feira, 19 de março de 1999
Nelson Cilo 
De surpresa, o técnico Paulo Comelli cancelou o coletivo do Londrina, que estava previsto para ontem à tarde, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD). A presença de um suposto espião do Nacional, que estava nas arquibancadas, de prancheta nas mãos, teria motivado a atitude do treinador.
O preparador de goleiros Neneca retirou o estranho personagem - não identificado - do estádio, que teve os portões fechados imediatamente. O técnico Liu, dos juvenis, esteve em Rolândia, mas não conseguiu descobrir o local do treino secreto do adversário.
Comelli disse que preferia orientar um treinamento tático e de dois toques, preservando os titulares para o jogo de amanhã, às 15h30, em Rolândia, diante do Nacional, na luta pela liderança do Grupo A da segundona paranaense. Alegou que temia riscos de novas contusões, citando os casos de Humberto e Eraldo (já recuperados e confirmados no meio-campo, ao lado de Jefferson e Tião) e de Lélis, que voltou a sentir dores no tendão direito.
Por isso, Agnaldo entra na lateral-esquerda e Pitty na direita. Nas demais posições, Comelli mantém Renato no gol, Ivanildo e Vanderlei Santos na zaga, além de Aléssio e Alex no ataque.
Enquanto isso, o vice-presidente de futebol do Londrina, Célio Guergoletto, assegurou ontem a parceria da Drible, que cederá todo o material esportivo a ser utilizado a partir do segundo turno da Série A-2. Guergoletto contou que os diretores da empresa pediram prioridade para discutir outro contrato antes do início da Série B do Brasileiro.
Segundo ele, um grupo norte-americano que mantém representação no Rio pretende investir R$ 10 mil mensais no clube. As negociações, iniciadas ontem, pelo telefone, prosseguem, desta vez pessoalmente, na próxima semana.


