LEC busca recuperação e diretoria negocia novo contrato
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segunda-feira, 19 de maio de 2003
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
Dentro de campo, o técnico Roberto Fernandes deve enfrentar uma semana de pressão. Ainda sob os efeitos do frustrante empate com o Brasiliense, sábado, no Estádio do Café, o Tubarão terá de trabalhar muito para corrigir as falhas e tentar o que ainda não conseguiu nesta edição da Série B: vencer fora de casa. No sábado, o LEC enfrenta o Náutico, nos Aflitos, no Recife.
O sistema defensivo é o que mais preocupa. Embora a base do Campeonato Paranaense tenha sido mantida Marcelo, Dé, Marcão e Jamur, única exceção é o lateral-esquerdo Adavílson o setor vem oscilando bons e maus momentos nos primeiros jogos. Já tomou oito gols, três deles contra o Brasiliense. Fernandes pode supreender e promover mudanças.
Quem pode se tornar o principal beneficiado com o déficit defensivo é o zagueiro André Turatto, que chegou a treinar entre os titulares durante alguns coletivos. Turatto tem ainda um trunfo: já jogou no Náutico, onde foi campeão pernambucano, e conhece como ninguém as artimanhas do artilheiro Kuki, principal atacante dos pernambucanos. De olho numa vaga no time, ele pode ser útil na obtenção de informações do inimigo.
Já fora de campo, os dirigentes se esforçam para viabilizar uma empresa disposta a investir no time. O co-gestor Júlio Lemos disse ontem que a diretoria negocia um ''possível'' contrato com a telefônica Sercomtel, empresa de economia mista. ''Aguardamos uma definição quanto a um possível acordo com a Sercomtel. Mas, por enquanto não há nada de concreto'', afirmou.
Sem entrar em detalhes, Lemos apenas informou que o contrato duraria quatro meses, conforme, segundo ele, solicitação da própria empresa. Não falou em valores e muito menos em prazo para um possível acerto. ''Este período de contrato foi estabelecido pelo pessoal da empresa.''
Consultado pela Folha, o presidente da Sercomtel, Francisco Roberto, negou que exista uma negociação em curso. ''Não tem nada disso. Nunca chegamos a negociar. Nunca toquei nesse assunto com ninguém'', disparou o presidente, atribuindo a história a boatos da imprensa local. ''Não posso decidir isso sozinho, teria de conversar com todo mundo'', disse, referindo-se evidentemente ao prefeito Nedson Micheleti.
Roberto preferiu não responder, no entanto, quando questionado se deixaria as portas abertas para um possível acordo. Foi até irônico. ''As portas de meu gabinete estão sempre abertas. Mas minha posição é essa: não sei de nada'', afirmou.
A Sercomtel, que por dois anos (2000 e 2001) foi o principal patrocinador do basquete da cidade, decidiu abandonar os projetos esportivos de rendimento. A prioridade, segundo posição oficial defendida no começo do ano, era os investimentos em atividades sociais.
TV -Lemos e outros representantes do grupo gestor devem viajar hoje para o Rio de Janeiro para renegociar as cotas de direito de transmissão dos jogos. Os cartolas consideram o valor oferecido pela Globo Esportes muito baixo (leia mais sobre o assunto na página 2).


