O Londrina está tendo que buscar longe o protótipo de jogador ideal para vestir sua camisa alviceleste.
Como nesta temporada, a seara dos seus observadores é o Nordeste brasileiro, que na última década se tornou o principal celeiro de atletas, inclusive para os grandes clubes. ''Eles são humildes, tiram de letra as dificuldades e tem muita vontade de vencer na vida'', resume Agostinho Garrote, dirigente do LEC. ''Com estas características, é mais fácil encontrar lá que aqui'', compara.
Os exemplos de contribuição dos nordestinos para o futebol estão por todo o lado: desde Kléber, Souza, Adriano, Flávio, todos campeões brasileiros pelo Atlético, passando por Anaílson, principal revelação do Brasileirão, até Rivaldo, o melhor jogador do mundo em 1999, o Nordeste
Na temporada que está acabando a lista de nordestinos do Londrina é imensa. Dois nomes, no entanto, se tornaram referência, e deram um salto na carreira trabalhando no Sul Maravilha.
O baiano Freitas Nascimento, o técnico que chegou como um desconhecido, mostrou trabalho, obteve resultados satisfatórios e ganhou a simpatia da torcida e da diretoria. O alagoano Nem quase um sinônimo de gol no Tubarão em 2001 em uma única temporada já é considerado um dos maiores cobradores de falta da história do clube.
O gerente de futebol Adriano Coelho outro nordestino que esteve no LEC desde o final do ano passado, é o encarregado de tentar encontrar algum jovem que queira começar, no LEC, a escrever sua história de sucesso no futebol. Há uma semana, Coelho está observando jogadores em vários estados, da Bahia ao Maranhão.
Freitas, curtindo férias em Arapiraca, cidade do sertão alagoano onde nasceu e tem família, também deve fazer alguns contatos e encaminhar negociações.
''A prioridade são jogadores promissores para o Londrina Júnior Team, mas não vamos descartar reforços para o profissional'', adianta Garrote, lembrando que a única saída do clube é fazer receita com a venda de revelações das categorias de base.
A prestação de contas da antiga diretoria seria feita em reunião na noite de ontem no Hotel Bourbon. A principal novidade da reunião seria o anúncio do novo diretor de futebol do clube. A Folha apurou que o empresário paulista Cícero Afonso da Silva, que ocupou o cargo de diretor de futebol em 2001, deveria ser afastado na próxima temporada.
O motivo mais forte do rompimento entre o clube e o cartola seriam as divergências de Cícero com o presidente do grupo de apoio e presidente do Londrina Júnior Team, Iran Campos.

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