De um lado um time badalado, com salários altos, boa estrutura e o sonho de figurar entre os grandes. Do outro, um time barato, montado com muito esforço e boa vontade, que já teve lugar na elite e agora aposta na força da camisa e na união do elenco para voltar a ser respeitado. Investimento contra tradição. Com esse cenário, Ceilândia e Londrina fazem hoje, às 16 horas, o primeiro confronto da terceira fase da Série C do Campeonato Brasileiro. A partida será realizada no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, com portões fechados, porque o time candango foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e perdeu o mando de jogo.
A certeza de jogar em um gramado bom animou os jogadores do Londrina, que querem esquecer o péssimo campo do Estádio JK, também no Dstrito Federal, onde o time enfrentou o Paranoá, na fase anterior. A derrota por 1 a 0 foi atribuída ao estado do gramado. Agora, num piso bom, eles acreditam em um melhor aproveitamento. ''É um ponto fundamental para a nossa equipe, que tem como característica o toque de bola'', comemorou o capitão Goiano.
A semana foi marcada por mistérios. Os dois técnicos se conhecem muito bem e o esconde-esconde foi a tática usada para evitar que o rival tire proveito desse conhecimento. Do lado do Londrina, Roberto Fonseca não revela se o atcante Negreiros fará sua estréia desde o começo do jogo. Ele disputa a vaga com Jajá. Se optar pela escalação do ex-jogador de Flamengo e Coritiba, a tendência é que o treinador recue Renatinho para o meio-campo, uma prática que o próprio técnico já disse que não gosta de utilizar.
''Eu gosto do Renatinho lá na frente, indo para o mano-a-mano com os zagueiros. Mas contra o Paranoá eu usei ele no meio, junto com o Jajá, e gostei do que vi. Tive o retorno'', despistou Fonseca.
A principal novidade está no gol. Serginho, herói da classificação, ganhou a camisa 1 com a contusão de Ferronato, que ficará fora por 30 dias. ''Aumenta a responsabilidade tenho que provar mais a cada dia'', afirmou o goleiro.
A dramaticidade da classificação, que veio com um gol aos 45 minutos do segundo tempo e a vitória nos pênaltis, também promete impulsionar o time. ''Nos uniu mais'', contou Goiano. ''A classificação dramática vai embalar o time'', completou o zagueiro Romildo, que estreará hoje formando o trio defensivo com Alex e Cesco. Na ala-esquerda, Tita fica com a vaga com a saída de Micael. Carlão volta a jogar na direita.
Ceilândia Paulo Comelli recebeu três reforços esta semana: o goleiro Flávio Mendes, ex-São Raimundo, e os atacantes Nenê, ex-Ceará, e Vítor, ex-Paulista.
O time do Distrito Federal teve uma classificação bem mais tranquila do que a do Londrina. Venceu o Cene, em Campo Grande, por 2 a 1, e ganhou tranquilidade para definir a vaga com um empate em casa por 1 a 1 no jogo de volta.
Comelli deve promover a estréia do goleiro Flávio Mendes e do atacante Vítor, que deve substituir Fumaça. O time candango conta com muitos ex-londrinenses no elenco. O zagueiro Réferson, o lateral-esquerdo Fabinho, o volante Tião e os atacantes Leandrinho e Fumaça.



EM BRASÍLIA

Ceilândia

Flávio Mendes; Dinho, Adriano, Humberto e Fábio Vidal; Tião, Leandro Leite, Paulo Santos e Fabinho; Leandrinho e Fumaça (Victor Santana). Técnico: Paulo Comelli

Londrina

Serginho; Alex, Romildo e Cesco; Carlão, Goiano, Fábio, Jajá (Negreiros) e Tita; Renatinho e Bruno. Técnico: Roberto Fonseca

Árbitro: Enéas Eugênio de Aguiar (MG)
Estádio: Mané Garrincha
Horário: 16 horas

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