LEC ainda reclama da arbitragem
Áureo Nogueira
O dia de ontem foi de folga geral no Londrina. Mas o amargo empate de domingo em Ponta Grossa (2 a 2 com o Operário, depois de estar vencendo por 2 a 0 no primeiro tempo) ainda repercutiu. Membros da Comissão Técnica, únicos a comparecerem ao Estádio Vitorino Gonçalves Dias à tarde, foram unânimes na acusação contra o árbitro Carlos Jack Rodrigues Magno.
Reitero o que disse logo depois do jogo: não costumo justificar resultado com críticas à arbitragem. Mas esta é a segunda vez que Carlos Magno prejudica o Londrina, queixou-se o técnico Val de Mello. Na partida com o Beltrão, ele deu um pênalti inexistente. E contra o Operário, não apontou carga no goleiro Renato, no primeiro gol, nem a falta em Carlos Eduardo no lance que resultou o gol de empate, detalhou Val.
O preparador físico Arlindo de Paula, o professor Bily, também lembrou da atuação de outros árbitros. Nos dez jogos que realizamos, o Londrina só não foi prejudicado pela arbitragem em dois deles com o Batel, no VGD, e contra o Rio Branco, em Paranaguá, emendou o preparador físico, indignado com a situação.
Hoje pela manhã, os jogadores retornam ao trabalho. Mas o técnico não poderá contar com o zagueiro Ivanildo nem com os volantes Marco Antônio e Márcio Paulino. O capitão e Marco Antônio levaram o terceiro cartão amarelo e o volante, o vermelho. Os três terão de cumprir a suspensão automática na última rodada desta fase, sábado contra o Atlético. Esta partida deve ser realizada em Bandeirantes, porque o Londrina perdeu o mando do jogo depois do tumulto no VGD na rodada em que enfrentou o Coritiba.
O professor Bily explicou que a folga de ontem foi concedida porque os jogadores estão com as condições físicas de acordo com o programado e o próximo jogo será realizado somente no sábado. Concedemos a folga para que os atletas pudessem descansar com a maior tranquilidade ao lado de seus familiares, sem preocupação com qualquer tipo de compromisso, detalhou o professor Bily, assegurando que o grupo de jogadores está com cerca de 80% de condicionamento físico.
Ainda de acordo com o preparador físico, apenas aqueles atletas que se integraram depois de iniciado o trabalho apresentam condicionamento um pouco abaixo. Não tivemos pré-temporada, o que dificulta a preparação. Por isso, fomos obrigados a planejar o condicionamento durante a competição, argumentou Bily, acrescentando que aqueles que apresentam índices inferiores à média estão fazendo trabalhos especiais.
A avaliação inicial feita no Centro de Excelência da Universidade Estadual de Londrina está sendo muito útil no nosso planejamento. O desempenho físico dos atletas em demonstrado que o grupo está bem condicionado, destacou o preparador físico, informando que os atletas serão submetidos à outra avaliação na UEL na próxima fase do campeonato.





