LEC agora se volta para a Série D
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quinta-feira, 26 de março de 2009
Jaime Kaster<BR>Equipe da Folha 
Londrina - Ontem foi um dia de silêncio, de conversa, de avaliação do que passou e de ânimos tranquilos no Estádio VGD. Nenhuma lamentação e nenhum discurso mais exaltado por parte de jogadores ou da comissão técnica do Londrina. Um dia após o segundo rebaixamento do time para a Segunda Divisão do Paranaense (o primeiro foi em 1998), todos - mas principalmente a diretoria - parecem já ter assimilado o golpe sofrido na quarta à noite, quando o time fez o seu dever de casa, ao vencer o Coritiba por 2 a 1, mas não contou com outros resultados que esperava e caiu para a Segundona.
Entre os jogadores, o meia Silvinho, no qual se depositava grande esperança de boas atuações - mas isso não se confirmou -, se dispôs a falar em nome do grupo. ''Ninguém gosta de ser lembrado de estar num time que caiu, porque você fica marcado no clube de forma negativa. Mas temos que levantar a cabeça e dar a volta por cima'', afirmou. Sobre os motivos da queda, Silvinho mencionou vários aspectos.
Um deles foi a ''falta de uma melhor preparação física antes da competição e a chegada de jogadores muito em cima da hora (ele, por exemplo, lembrou ter chegado ao clube às vésperas da estreia), além de dispensas e contratações feitas no meio do campeonato''. Além das lesões, a parte física foi decisiva, opinou o meia: ''O jogador tem que estar inteiro, senão não aguenta essa maratona de jogos de quarta-feira e domingo. Tenho convicção de que se o time tivesse um pouco mais de 'perna' teríamos ganho mais jogos''.
Antes de falar com a imprensa e de liberar o grupo para um período de descanso até segunda-feira, o presidente Peter Silva reuniu o elenco para falar sobre o planejamento que tem para a disputa da Série D, que iniciará em julho. Ele informou à FOLHA que até 25 de abril deverá estar com o grupo ''fechado'' para que o novo técnico tenha ''70 a 75 dias de preparação'' antes da estreia.
O presidente também apontou as lesões de jogadores, como Ricardo, Carlão, Edimar, Silvinho e Cassiano como um dos fatores para a queda, além da falta de estrutura financeira para repor os que ficaram afastados por lesões.


