LEC admite time modesto para Série B
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segunda-feira, 20 de maio de 2002
Lúcio Flávio Moura Reportagem Local 
Virtualmente eliminado do Supercampeonato Paranaense depois da goleada sofrida em Irati, o Londrina se redescobriu enfraquecido para enfrentar a maratona da Série B do Campeonato Brasileiro, unanimemente reconhecida como de nível técnico muito superior às competições do primeiro semestre.
Sofrendo como poucos a crise financeira que assolou os clubes do interior depois da consolidação da nova ordem do futebol brasileiro que privilegia apenas torneios rentáveis para as redes de TV em detrimento das competições regionais o Tubarão terá quase três meses para buscar uma saída para seus crônicos problemas financeiros. Por um lado foi bom (a eliminação), porque teremos mais tempo para tentar uma solução mais definitiva, lembrou.
A aposta do momento é a mesma dos últimos anos: encontrar um parceiro capaz de ajudar a bancar um time mais qualificado e mais caro. É uma situação muito difícil. Se não tivermos algum suporte externo, teremos que montar um time do nível que nós temos hoje, mesmo sabendo que os adversários serão mais fortes, disse o presidente.
Segundo Sestário, alguns possíveis parceiros já estão sendo contactados. Não podemos descartar, inclusive, investidores de fora da cidade, apesar de ter muita gente contra isso, ponderou. Ele disse que ainda não há nenhuma negociação avançada e que ainda aguarda uma participação mais efetiva da administração municipal no caso do patrocínio do Sicredi, cooperativa de crédito e banco múltiplo que ajuda a custear o Grêmio Maringá. Nesta fórmula de parceria, o LEC receberia royalties a partir da conquista de novos clientes para esta instituição financeira.
O prefeito Nedson Micheleti (PT) teria se negado a transferir a conta da administração municipal para o Sicredi, mas teria se comprometido a intermediar a transferência da movimentação bancária da Sercomtel. Em Maringá, o royaltie mais substancioso vem da movimentação das contas municipais, o que também não impediu o fracasso do Galo no Supercampeonato.
Na comissão técnica, o discurso é diferente. Para Tadeu Martins, é possível se reforçar mesmo com poucos recursos. Não se consegue bons jogadores somente com altos valores. Mas para isso é importante pesquisar bastante.
Tadeu disse que já está se informando sobre jogadores que disputaram os campeonatos Paulista e Mineiro, segundo ele, mercados onde são encontrados atletas qualificados e baratos. Nós precisamos de líderes dentro de campo para fazerem os jogadores mais jovens subir de produção.


