Leboeuf festeja chance surgida com saída de Blanc
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sexta-feira, 10 de julho de 1998
Agência Estado 
Se o cartão vermelho mostrado pelo juiz espanhol José Garcia Aranda para Blanc, aos 29 minutos do segundo tempo do jogo contra a Croácia representou uma frustração para a torcida francesa e para o técnico Aimé Jacquet que perdeu um titular importante na final contra o Brasil, para o zagueiro Frank Leboeuf foi a possibilidade de disputar o jogo mais importante do Mundial. Quando vi a expulsão, o primeiro pensamento que veio à minha cabeça foi a decisão da Copa, disse, sempre bem-humorado, comemorando a desgraça alheia. O que posso fazer? São coisas da vida!
Ele admitiu que a expulsão de Blanc foi uma grande perda para o time e garantiu que vai substituir um dos líderes do time à altura. Tenho 30 anos e não preciso provar nada para ninguém, disse, lembrando que já está no futebol há 12 anos - antes de se transferir para o inglês Chelsea, jogou no franceses Estrasburgo e Laval. Apesar de destacar o excelente momento de sua vida profissional - nas duas últimas temporadas, conquistou três títulos com o Chelsea, sendo um deles a Recopa -, admitiu que seria fantástico vencer os atuais campeões mundiais, a quem chamou de monstros do futebol.
Leboeuf respeita o time de Zagallo, mas crê em surpresas. O Brasil é um supertime, mas não é invencível, comentou. Comecei a acompanhar futebol pelo Mundial de 1974, na Alemanha, e lembro-me bem daquele jogo da Copa do México, em 1986, quando a França venceu o Brasil nos pênaltis, recordou. Por que, agora, muitos anos depois, não temos chances?


