Se o cartão vermelho mostrado pelo juiz espanhol José Garcia Aranda para Blanc, aos 29 minutos do segundo tempo do jogo contra a Croácia representou uma frustração para a torcida francesa e para o técnico Aimé Jacquet que perdeu um titular importante na final contra o Brasil, para o zagueiro Frank Leboeuf foi a possibilidade de disputar o jogo mais importante do Mundial. ‘‘Quando vi a expulsão, o primeiro pensamento que veio à minha cabeça foi a decisão da Copa’’, disse, sempre bem-humorado, comemorando a desgraça alheia. ‘‘O que posso fazer? São coisas da vida!’’
Ele admitiu que a expulsão de Blanc foi uma grande perda para o time e garantiu que vai substituir um dos líderes do time à altura. ‘‘Tenho 30 anos e não preciso provar nada para ninguém’’, disse, lembrando que já está no futebol há 12 anos - antes de se transferir para o inglês Chelsea, jogou no franceses Estrasburgo e Laval. Apesar de destacar o excelente momento de sua vida profissional - nas duas últimas temporadas, conquistou três títulos com o Chelsea, sendo um deles a Recopa -, admitiu que ‘‘seria fantástico’’ vencer os atuais campeões mundiais, a quem chamou de ‘‘monstros do futebol’’.
Leboeuf respeita o time de Zagallo, mas crê em surpresas. ‘‘O Brasil é um supertime, mas não é invencível’’, comentou. ‘‘Comecei a acompanhar futebol pelo Mundial de 1974, na Alemanha, e lembro-me bem daquele jogo da Copa do México, em 1986, quando a França venceu o Brasil nos pênaltis’’, recordou. ‘‘Por que, agora, muitos anos depois, não temos chances?’’

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