Leão tem o grupo do Palmeiras nas mãos
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segunda-feira, 19 de setembro de 2005
Agência Estado 
São Paulo - O homem que ressuscitou o Palmeiras no Campeonato Brasileiro saiu do Santos e do São Paulo com fama de vencedor e de arrogante. Leão não perdeu a pose no Palestra Itália, mas está diferente. Percebendo a fragilidade do seu time o centroavante Washington, por exemplo, foi chorar no vestiário após ter sido sacado do time 13 minutos depois de ter entrado contra o Cruzeiro, no sábado , Leão mudou seus modos, adotou o time e hoje é o paizão dos jogadores.
E a 'família Leão' terá dois jogos para mostrar que é mesmo muito unida dentro e fora de campo. Amanhã, enfrenta o Santos na Vila Belmiro e domingo o Goiás, no Palestra. Duas vitórias colocarão o Palmeiras (atual 6º colocado, com 42 pontos) definitivamente no pelotão de elite do campeonato.
Mandando em tudo no clube que o revelou para o futebol, Leão parece feliz e em casa. Na hora do treino, ele mantém a seriedade, mas não esquece de acariciar o ego de seus jogadores.
''Esse time tem muita cumplicidade, isso é ótimo'', sempre repete o treinador para seus auxiliares mais próximos. Em resumo: Leão está criando a mesma atmosfera que Felipão respirou quando se tornou a principal estrela do Palmeiras, que chegou a disputar o título mundial.
Os elogios de Leão aos jogadores são curtos, mas surtem efeito. Ele está orgulhoso com o poder de superação do time. Hoje, as crises são ultrapassadas com calma porque normalmente param na figura do treinador e não alcançam os atletas.
A última turbulência aconteceu sábado, quando Washington entrou no segundo tempo no lugar de Gioino, jogou apenas 13 minutos e foi substituído por Roger. Em outros tempos viria um temporal. É só lembrar o que fez Diego Souza, na mesma situação, ao ser substituído por Estevam Soares: saiu cuspindo fogo, derrubou o chefe e foi parar no Japão.


