Leão silencia os críticos de seu trabalho
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quinta-feira, 27 de março de 2008
Agência Estado 
Santos - Leão esperou mais de um mês e a vitória no clássico mais importante para o Santos, diante do Corinthians, para mostrar aos dirigentes do clube que ainda não esqueceu as traições e as humilhações que sofreu quando o time estava nas últimas colocações do Campeonato Paulista. E agora, dá o troco.
''Minha maior colaboração ao Santos foi não ter pedido demissão quando todos queriam que eu saísse'', disse Leão, já na madrugada da quinta-feira, após a quinta vitória seguida, resultado que permite ao clube ter maiores esperanças de classificação às semifinais, embora não dependa apenas de suas próprias forças.
Depois da derrota contra o Rio Preto, em São José do Rio Preto, ele recebeu inúmeras informações de amigos dando conta de que o diretor de futebol Luiz Antônio Ruas Capella havia conversado com vários técnicos, convidando-os para trabalhar no Santos. Foram citados Abel Braga, do Internacional-RS, Cuca, do Botafogo-RJ, e Caio Júnior, do Goiás, entre outros. Tudo estava encaminhado para que um deles assumisse o comando do time no dia seguinte ao jogo contra o Guarani.
Vagner Mancini teria aceitado o convite, mas como o Santos ganhou os dirigentes não tiveram como demitir Leão. ''Tem certas coisas que você é obrigado a escutar e gravar. Há um tempo atrás, quando estávamos em 17º lugar, tive uma reunião com a diretoria e quando expus certas dificuldades, me responderam: foi você quem pôs o time nessa situação. Falei: tá bom, então vou tirar. E tirei, mas ainda não estou satisfeito porque o lugar do Santos é no G-4.''
Há duas semanas, Leão confidenciou a um amigo que a frase foi dita pelo presidente Marcelo Teixeira, deixando claro que Capella não agia por conta própria quando procurava um novo técnico.


