O técnico da Seleção Brasileira, Emerson Leão, participou na tarde de ontem de uma audiência pública na CPI da Câmara, que investiga supostas irregularidades no futebol brasileiro, para discutir a realidade da profissão de treinador no Brasil. Mas o que era para ser uma conversa para colaborar com o relatório final da Comissão acabou se transformando num transtorno para o treinador, que se irritou com o deputado Geovan Freitas (PMDB-GO).
Geovan perguntou a Leão quais explicações ele daria ao povo brasileiro caso o Brasil ficasse de fora da Copa do Mundo de 2002. Apesar da interferência de alguns parlamentares, que lembraram a Leão que ele não era obrigado a responder este tipo de pergunta, o técnico preferiu não deixar Geovan sem resposta.
‘‘O seu pessimismo não é maior do que a nossa responsabilidade. Eu prefiro ser sempre otimista e o Brasil vai se classificar para a Copa do Mundo’’, afirmou Leão.
O treinador aproveitou a ocasião para criticar as suas condições de trabalho. ‘‘Temos é que ter prioridades e a Seleção Brasileira tem que ser uma prioridade. Não podemos é priorizar competições em detrimento da Seleção Brasileira’’, afirmou Leão.
Já o coordenador-técnico, Antônio Lopes, defendeu a criação de um conselho ‘‘a exemplo da OAB’’ que avaliaria a capacidade do ex-atleta que pretende se tornar técnico. Lopes disse também que a profissão de técnico de futebol precisa ser regulamentada por lei ‘‘para que seja mais acreditada’’.

mockup