Leão quer Santos jogando no ataque
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terça-feira, 22 de abril de 2003
Agência Estado 
Santos - O técnico Emerson Leão pode até despistar, mas o principal objetivo do Santos, hoje, diante do Nacional, em Montevidéu, a partir das 21h40, pelas oitavas-de-final da Copa Libertadores de América, é obter uma vitória. O treinador tentará surpreender o adversário e jogar ofensivamente, buscando o gol desde o início do jogo. ''Nosso time atua, por natureza, no ataque.''
Para esta partida, o Santos contará com o retorno de Renato (recuperado de uma torção no tornozelo esquerdo). Leão, entretanto, só confirmará a equipe momentos antes do compromisso, mas as apostas para quem vai deixar os titulares recaem sobre Alexandre.
Se Leão confirmar esta substituição, o setor de meio-campo será composto por Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego. No gol, Fábio Costa está confirmado, e fará, junto com Elano, a centésima apresentação com a camisa do Santos.
A defesa terá Reginaldo Araújo, que, segundo Leão, foi muito obediente contra o Flamengo, na lateral-direita. André Luiz e Alex formam a dupla de zaga, enquanto Léo fica na lateral-esquerda. O ataque não tem mistério: Ricardo Oliveira e Robinho.
Diego, o mais novo integrante da seleção brasileira, conhece a tradição do futebol uruguaio. ''A marcação é forte, às vezes violenta'', disse. ''Não vai ter problema, será um jogo leal''. Quanto ao time adversário, Diego é econômico nas palavras. ''O Nacional merece respeito''.
Os santistas chegaram ao Uruguai pouco sabendo sobre o Nacional. A não ser que é o líder do campeonato local com sete vitórias e um empate. Ontem, Leão se preocupou em conhecer detalhes do adversário para passar a seus jogadores. ''Vamos jogar com inteligência'', resumiu o treinador.
Convocação Diego ficou surpreso quando recebeu a notícia de sua primeira convocação para a seleção brasileira, ontem, no Hotel Del Lago, em Montevidéu. ''O grupo, agora, tem um caçula'', disse, eufórico.
A surpresa de Diego tem justificativa. Em inúmeras oportunidades, o técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira, ao ser questionado, explicou que jogadores jovens, como Robinho e o próprio Diego, deveriam ser chamados para seleções de base, antes de atuar na principal. Diego nem mantinha expectativas com relação a isso.
O jogador dormiu tranquilo, sem pensar no assunto. Acordou no meio da manhã de ontem, depois do desembarque na capital uruguaia por volta da uma hora da madrugada, com a cabeça no Nacional. Pouco antes do almoço, ganhou o presente e um grande estímulo para esse compromisso. A boa notícia correu rápido. Os companheiros de delegação, sem exceção, foram cumprimentá-lo ainda no quarto.


