Guadalajara - O técnico Emerson Leão reconheceu que o Santos jogou mal na derrota por 3 a 2 para o Chivas Guadalajara, mas nem por isso deixou de reclamar da arbitragem. Para ele, Araújo e Reynoso mereciam ser expulsos após cometerem faltas duras em seus comandados. ''No mínimo, dois atletas deles deveriam ter saído. Ouvi o quarto árbitro dizer que eu tinha razão, mas que paciência. Então, vamos ter paciência até o jogo contra o Cúcuta'', protestou Leão.
Antes de criticar o árbitro colombiano José Buitrago, Leão já havia chiado nos jogos contra Cúcuta, quando um gol legítimo do Santos foi anulado, e San José, em que Kléber Pereira reclamara um pênalti não marcado. ''Foi contra o Cúcuta, San José e, agora, no México. É melhor parar de falar por aqui'', controlou-se Leão.
Já o volante Rodrigo Souto acusou Buitrago de ser um ''árbitro caseiro''. ''Ele amarrava o jogo e só marcava faltas favoráveis ao adversário. Assim, fica difícil'', também resmungou.
A derrota para o Chiva adiou a classificação do Peixe para a última rodada da fase de grupos da Libertadores. O Santos está em 2º lugar, com 7 pontos, e vai brigar pela última vaga com o próprio Chivas, que tem 6. A liderança do grupo 6 é do Cúcuta, que tem 11 pontos e já está classificado. Na última rodada, o Santos recebe o Cúcuta e o Chivas joga fora com o San José.
Dênis
A 3ª Vara da Justiça do Trabalho de Santos indeferiu pedido de liminar do lateral-direito Dênis, que solicitava a imediata anulação de seu vínculo desportivo com o Santos, e assim o atleta terá que continuar no clube da Baixada. O jogador, contratado em maio de 2006 do Ipatinga, alega que o compromisso com os santistas tinha validade por apenas dois anos. O Santos, no entanto, diz que o vínculo se encerra apenas em 2011.
O juiz Roberto Vieira de Almeida Rezende, após entender que o jogador não apresentou documentos suficientes, não concedeu liminar ao atleta e agendou para o dia 15 de maio a primeira audiência para a apresentação dos devidos documentos. Segundos números da assessoria do Santos, Dênis passou 14 dos 24 meses de contrato em tratamento no departamento médico.

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