Apesar de se mostrar contrariado, o técnico da seleção Emerson Leão deve se curvar à pressão dos clubes, aceitando que alguns jogadores convocados para a Copa das Confederações se apresentem depois do amistoso contra o Verdy Tokyo, no dia 26. Ao ser questionado sobre o assunto, o treinador foi enfático: ‘‘Não é o ideal’’, repetiu duas vezes.
Mas, como as finais do Campeonato Paulista e Carioca serão no dia 27, Leão vai enfrentar uma queda de braço contra os dirigentes de clubes.
O treinador garantiu que não abre mão de seus diretos na seleção. ‘‘Nós não temos de negociar. A obrigação é com a seleção, que tem direitos’’, disse. Se Leão não conversa com dirigentes, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, aceitou dialogar com o presidente do Vasco, Eurico Miranda, na sexta-feira. O vascaíno, que costuma ter os seus pedidos atendidos, não admite ficar sem Juninho Paulista, Euller e Romário, nomes certos na convocação, na segunda partida da final do Carioca, no dia 27.
Por determinação da Fifa, os jogadores têm de ser liberados quatro dias antes de jogos não-oficiais desde que estes façam parte da cota de sete amistosos a que tem direito as seleções nacionais a cada ano. Ou seja, pela legislação da Fifa, os atletas teriam de se apresentar no dia 23. O próprio Leão, no entanto, reconhece que é complicado tirar jogadores da final. Se participarem da final do Carioca, os jogadores só estarão no Japão no dia 28, três dias antes da estréia na Copa.
‘‘Não acho que exista a possibilidade de termos uma semana para treinar’’, disse Leão. Para cumprir os prazos da Fifa, de chamar os jogadores de clubes estrangeiros com 14 dias de antecipação, Leão vai divulgar uma pré-convocação, com 35 nomes, até quinta-feira. Dessa lista inicial, serão escolhidos 23 atletas, três deles goleiros, para disputar a Copa das Confederações.

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