Jarinu - Às vésperas do jogo que pode dar ao Santos o seu primeiro título brasileiro e quebrar um jejum de 18 anos sem conquistas importantes, o técnico Emerson Leão decidiu fazer o time treinar pouco e falar menos ainda. Ontem, no primeiro dia de treinos em Jarinu, onde a equipe fica até sábado, um dia antes da decisão, os santistas não tiveram de se esforçar muito no gramado. Fora dele, porém, os atletas precisaram se controlar para não darem declarações polêmicas.
  Pela manhã, os jogadores fizeram leves exercícios físicos e disputaram animadas rodas de ‘‘bobinho’’. À tarde, a equipe, que desperdiçou muitos gols na vitória por 2 a 0 no primeiro jogo da decisão, treinou finalizações.
  Depois do trabalho matinal, os atletas foram proibidos pelo técnico de dar entrevistas. Leão determinou que os jogadores só poderiam falar com os jornalistas à tarde. ‘‘De manhã, os jogadores ainda não estão muito espertos e podem responder algo errado, gerar polêmica’’, afirmou o treinador.
  Ele não quer que seus comandados alimentem desavenças com os corintianos, como no episódio em que Renato e Deivid acusaram Diego de racismo. Diminuir o contato dos jogadores com a imprensa não é a única medida do técnico para evitar declarações que apimentem o clássico. Cada vez mais, os atletas mostram um discurso único, com todos dando respostas semelhantes, numa demonstração de que foram orientados previamente.
  A frase da moda agora é ‘‘ainda não ganhamos nada’’, e pode ser ouvida do treinador ou de qualquer um dos atletas. Tão grande quanto a preocupação de controlar as palavras de seus pupilos, é o cuidado de Leão em evitar um desgaste maior dos jogadores nos treinos.

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