Santos - Um dia após a derrota para o Juventus, que deixou o Santos na zona de rebaixamento do Campeonato Paulista, o técnico Emerson Leão afirmou ter conversado com o elenco e disse que pode haver pessoas dentro do grupo santista que não querem trabalhar com ele.
Questionado sobre a possibilidade de jogadores fazerem corpo mole para derrubar um treinador, Leão respondeu: ''Se você me perguntasse isso há 20, 30, 40 anos, eu diria que seria impossível. Há dez anos, eu começaria a pensar. Hoje, eu tenho certeza de que sim. Eu gosto também de mostrar a cara desses homens e tenho a absoluta certeza de que o que nós conversamos passa por isso. Precisa ser bem forte. Só isso que eu falo'', disse o treinador.
Pela segunda vez neste ano os muros do CT Rei Pelé foram pichados após uma derrota do Santos no Paulista. Assim como na primeira, na estréia, Leão e Betão, um ex-corintiano, foram alvos dos protestos. Mensagens como ''Vergonha'' e ''Isso é humilhação'' estamparam os muros do centro de treinamento logo após a derrota para o Juventus por 3 a 1, em Santo André.
''Aí já não tem mais graça. Vale só o primeiro dia, o segundo já não vale mais'', ironizou Leão ontem. ''Tudo que é repetitivo não tem mais graça, precisamos criar um fato novo.''
Os pichadores também escreveram ''Fora Leão'' e ''Ôôô, queremos jogador''. Desta vez, o presidente Marcelo Teixeira foi poupado. O único atleta que continua a ser alvo dos pichadores é o zagueiro Betão. A frase ''Betão 2 Divisão'' também estava pichada.
Questionado sobre o assunto, Leão disse: ''Devem saber que quem escreve só sabe escrever Betão. Patrick não devem saber escrever, Wesley não devem saber escrever. Tem de levar para o tom da brincadeira'', declarou o treinador.
O time comandado por Leão tem apenas um ponto e forma a zona de rebaixamento da tabela com Rio Preto, Paulista e Guarani. O Peixe volta a campo amanhã, quando recebe o Bragantino na Vila Belmiro, na reprise das semifinais de 2007.

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