São Paulo - Vanderlei Luxemburgo foi demitido do Corinthians. E a desculpa do então vice-presidente Roque Citadini era que não caberia a figura de um treinador assumindo plenos poderes no Parque São Jorge. Quatro anos depois, tudo mudou. Leão é muito mais do que um mero técnico do time: é o homem mais forte do futebol do Corinthians. ''Não tentem jogar tudo nas minhas costas. Eu não tenho tanto poder como as pessoas acreditam'', diz, irônico, o treinador.
''Eu tenho de admitir: o Corinthians precisava de uma pessoa como o Leão para assumir o futebol do clube, que está uma bagunça'', diz o próprio Citadini.
Uma das primeiras providências de Leão foi travar uma negociação fechada de 2 milhões de euros. ''Eu já tinha acertado a venda do Bruno do Atlético (Mineiro) para o Corinthians'', conta Lani Mendonça, empresário do jogador. ''Estava tudo certo. Só que o Leão não quis mais o menino e a negociação não vai mais acontecer.''
Com o treinador, acabou a velha mania de Kia Joorabchian de comprar o jogador que quiser e colocá-lo no clube. Leão cortou pela raiz os privilégios de Tevez as seguidas viagens para Buenos Aires (tem direito a nove lotes de cinco por ano por contrato) e as liberações automáticas para as convocações da seleção argentina foram travadas.

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