Santos, 26 (AE) - O técnico Leão ainda não definiu a equipe que enfrentará o Vasco da Gama, domingo, na final do Rio-SP, e evitou hoje entrar em polêmica com Eurico Miranda, que o criticara na véspera. Depois de muita insistência dos jornalistas, deu sua resposta: "Se ele disse que Leão sem juba é miau, tem toda a certeza, mas precisa ser homem para vir cortar a juba". Em seguida, desconversou sobre o jogo de nervos pretendido pelo dirigente carioca: "isso é bobagem, coisa do passado, vamos jogar futebol que é melhor".
Mesmo com o mistério que fez sobre a equipe, não deverá haver grandes mudanças no esquema tático da equipe para o primeiro confronto com o Vasco, na abertura da final do Rio-São Paulo. "Se o Santos for querer criar surpresas, pode sair daquilo que sabe fazer". O treinador entende que a partida de domingo no Maracanã "deve ser interessante, pois os dois finalistas representaram bem, provaram a competência vencendo fora de casa os seus concorrentes e, então, chegaram à final quem deveria".
Leão estava aliviado com o adiamento do julgamento de Zetti e Claudiomiro - expulsos no clássico contra o Palmeiras - para a próxima sexta-feira, pois poderia perder os dois jogadores para a partida de domingo. Assim, ele só não poderá contar com o volante Marcos Assunção, que está recuperando-se de uma luxação no ombro. "Vou repensar para ver o que é melhor para o Santos nessa partida", disse o treinador, escondendo a escalação.
Surpresa - Logo depois do treinamento físico da manhã, Leão reuniu seus jogadores e pediu que ajudassem a recolher a grama que havia sido cortada do campo do CT. "O pessoal dos serviços disse que não daria para terminar até a tarde, quando haveria o coletivo, e eu provei que dava". Distribuiu sacos plásticos de lixo e todos os jogadores começaram a recolher a grama que havia sido colocada em montes em todo o campo. Viola, mais uma vez foi irreverente: "já fui catador de ferro-velho, vendedor de limão e carregador de madame e agora já posso dizer que sei catar grama", disse. E prosseguiu: "não tem problema, foi uma ordem de nosso carro chefe, que nos educa".
Viola também não gosta de ver seus colegas serem chamados de violentos. "O Santos joga com muita personalidade, muita vontade e sempre digo que não vi um jogador aqui machucar ninguém e eu já saí praticamente quebrado duas vezes em jogos no Maracanã e disseram que foi sem querer e não houve esse problema", disse o atacante.
Leão também saiu na defesa de seus atletas: "dependendo do andamento da partida, eles cometem faltas, mas não violência".
Viola espera fazer uma boa partida domingo. "Vou procurar estar sempre bem posicionado para ajudar a equipe", disse ele, pregando respeito ao adversário: "o Vasco merece todo nosso respeito, assim como tenho certeza que seremos respeitados".

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