Leão entra em atrito com diretoria
Santos - Um telefonema do presidente do Santos, Marcelo Teixeira, no fim da tarde de quinta-feira, deixou o técnico Emerson Leão irritadíssimo. Numa rápida conversa, o dirigente o avisou que os dois jogos da decisão do Campeonato Brasileiro seriam no Morumbi. Foi o suficiente para provocar o primeiro desentendimento entre o treinador e a diretoria, às vésperas da final.
Nervoso, Leão não prosseguiu o diálogo e, ontem, não fez nenhuma questão de esconder a decepção com a cúpula santista. Deixou bem claro que, pelo menos no momento, seu pensamento não é permanecer na Vila Belmiro em 2003.
''Qual o tamanho da sua chateação com a diretoria?'', perguntou um repórter. A resposta foi imediata. ''Não tem tamanho que defina minha chateação.'' O técnico, campeão com o Santos na Copa Conmebol de 1998, acha que faltou empenho a Teixeira. ''Dava para pôr mais 10 mil lugares. Ou nos desfiles de escola de samba não fazem uma arquibancada em alguns dias?''
Leão lembrou que os estádios do Bragantino, do Atlético Paranaense e do São Caetano, que já foram palco de decisões do Brasileiro, não são maiores que a Vila Belmiro. Segundo laudo em poder da CBF, a Vila Belmiro abriga pouco mais de 20 mil torcedores. E a capacidade mínima exigida pelo regulamento é de 25 mil.
A diretoria santista já manifestou a intenção de renovar o contrato do treinador, que termina no dia 31. Mas Leão não deu a mínima. ''Você tem interesse em renovar?'', questionaram. O técnico foi categórico. ''Tenho interesse em jogar a final.'' E comentou que, até agora, não houve nenhuma discussão sobre o tema. ''Zero'', limitou-se a dizer.
De acordo com Leão, o Corinthians começa vencendo a final por 3 a 0. Explicou que o rival leva ''duas vezes'' vantagem por disputar as partidas em sua cidade, além de poder jogar por dois resultados iguais. (Agência Estado)





