Leão diz que chegou a entregar o cargo após suspensão
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2005
Das Agências 
São Paulo - Após ser suspenso por 60 dias pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol, o técnico do São Paulo, Emerson Leão, disse ontem que chegou a colocar o cargo à disposição. ''Ele (Marcelo Portugal Gouvêa, presidente do São Paulo) tinha toda a liberdade de rescindir meu contrato, mas ele não aceitou e, por isso, estou trabalhando'', disse Leão, em entrevista coletiva.
O treinador são-paulino foi suspenso por causa das críticas que fez contra o árbitro Sálvio Spínola Fagundes Filho no empate de sua equipe contra o União Barbarense, por 2 a 2, pelo Campeonato Paulista.
A punição aplicada ao técnico não vale apenas para o Campeonato Paulista. Segundo Naife Saad Neto, presidente do Tribunal, ''a pena é mundial''. Assim, o treinador são-paulino também ficará de fora de quatro partidas da Libertadores.
O gancho do são-paulino, caso a punição não seja reduzida, termina no dia 15 de abril. No total, serão 15 partidas longe do banco 11 pelo Paulistão e mais quatro na Libertadores. Leão só voltará a comandar o time na última rodada do estadual, quando o Tricolor enfrentará o Mogi Mirim, na casa do adversário, no dia 17 de abril. Já na Libertadores, ele só irá estrear em 21 do mesmo mês, contra a Universidade de Chile, em Santiago.


