Leão deve ser demitido no retorno da Seleção Brasileira
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domingo, 10 de junho de 2001
Agência Estado De São Paulo 
O vôo 8837 da Varig, que chega terça-feira cedo ao Brasil, está cercado de mistério e apreensão pela dúvida sobre a permanência ou não de Emerson Leão como técnico da seleção. Ele volta da Copa das Confederações com uma campanha medíocre na bagagem, que pode ter antecipado a sua saída, antes condicionada ao desempenho no jogo com o Uruguai, pelas eliminatórias.
Contatado por telefone, no Rio, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, se recusou a falar sobre a situação de Leão. Não adianta perguntar sobre isso que eu não vou responder. Há rumores de que Leão pode ser afastado ainda hoje pela diretoria da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e de que Luiz Felipe Scolari poderia vir a substituí-lo, o que foi negado pelo treinador cruzeirense.
O coordenador-técnico Antônio Lopes reune-se amanhã com o secretário-geral da CBF, Marco Antonio Teixeira, para definir o futuro do treinador. O próprio Lopes reconheceu, no sábado, que os resultados têm influência sobre a permanência de Leão. Procurado pela Agência Estado, Teixeira demonstrou irritação ao ser questionado sobre o assunto e não quis confirmar a demissão.
Ontem, no Aeroporto de Narita, em Tóquio, Leão destratou um fotógrafo brasileiro que apenas registrava sua presença na fila para apresentação de passaporte. Ele deixou a delegação na cidade de Ulsan, na Coréia do Sul, para viajar a Tóquio ao lado do preparador físico Bebeto de Oliveira. Pouco disposto a conversar, Leão não quis revelar a programação na capital japonesa e respondia com apenas uma palavra a várias perguntas. Em outras vezes, apenas balançava a cabeça.
O grupo que disputou a Copa das Confederações dividiu-se na hora de voltar para seus clubes. Ontem, Dida, Zé Maria, Vagner, César e Leandro seguiram de Tóquio para a Europa. O restante, incluindo Leão, viajou para São Paulo e Rio.


