Leão descarta poupar titulares no Palmeiras
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
Juliano Costa<br> Agência Estado 
São Paulo - Mesmo em meio ao mata-mata por uma vaga na fase de grupos da Libertadores e a uma maratona de jogos e viagens, o técnico Emerson Leão já decidiu: não vai poupar ninguém amanhã, contra a Portuguesa Santista, no Palestra Itália, pelo Paulistão. Leão admite estar preocupado com a maratona de jogos, mas diz que desprezar o campeonato estadual seria ''burrice''. ''Já está mais do que provado que poupar jogadores não adianta nada.''
A temida maratona é a seguinte: o time joga amanhã, viaja para Venezuela domingo, passa por três cidades diferentes (Caracas, Valencia e San Domingo) e chega ao local da partida (San Cristóbal) terça-feira. Joga quarta e inicia a viagem de volta na quinta, chegando ao Brasil na sexta e tendo que jogar um clássico contra o São Paulo, domingo. ''Essa maratona será muito desgastante'', prevê o lateral Paulo Baier.
Com quatro vitórias em quatro jogos, o Palmeiras está numa situação privilegiada no Paulistão. Empolgado, Leão faz contas para o título. ''Se vencermos sábado e acontecer uma combinação de resultados (derrotas de Paulista e Noroeste), podemos terminar a rodada com seis pontos na frente do vice-líder''. Faltariam, então, 13 rodadas para administrar a vantagem.
O técnico também entende que um tropeço diante da Portuguesa Santista poderia ter reflexo no jogo da volta contra o Táchira. Ele acha a vantagem confortável (pode perder por um gol de diferença, ou até dois, desde que também marque), mas reclama que a vantagem poderia ser muito maior. Por isso, passou uma hora reunido com o elenco ontem à tarde, apontando os erros cometidos quarta-feira. ''Tem jogador que poderia estar rendendo mais'', reclamou o treinador, citando o volante Correa.
O lateral Lúcio foi defendido por Leão das vaias que tomou da torcida e até das broncas que levou de companheiros, como Edmundo e Marcinho. ''O Lúcio errou porque não tem vergonha de tentar. Ele tenta uma, duas, dez vezes e eu o incentivo. Pior é o jogador que se omite. O Lúcio fez o que eu pedi. O outro lateral (Correa) não foi à frente e eu o tirei.''
Segundo Leão, ''não dá para exigir nota 10 de quem é nota 5. O que temos de fazer é ajudar esses jogadores a dar o máximo dentro de suas capacidades''. Aparentemente, os atletas não reclamaram de serem tachados de 'nota 5'. ''O Leão está certo. Ainda podemos render mais'', diz Paulo Baier.
Sobre o principal ídolo da torcida, Leão disse: ''O Edmundo não estava em uma noite feliz. Tentou, mas esbarrou na marcação e errou todos os passes. Por isso, o tirei. O Gioino entrou e, na primeira bola, trombou com o goleiro, gerando um gol. Esse é meu trabalho. Não estou no banco só para olhar.''


