Leão comanda treino e Santos volta à rotina
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segunda-feira, 14 de junho de 1999
Por José Rodrigues 
Santos, 15 (AE) - o técnico Leão retomou hoje o que ele chama de "rotina do clube". Às 15h30, foi para o campo do Centro de Treinamento Rei Pelé e começou a trabalhar, como se o clube não estivesse vivendo uma crise, iniciada com a desclassificação no Paulista. Continuar treinando a equipe é a tática assumida pelo técnico que está sob ameaça de demissão, enquanto a diretoria procura ganhar tempo para tomar a decisão final.
Os dirigentes e Leão fazem um jogo de paciência, pois a multa para a rescisão contratual é de aproximadamente R$ 1,2 milhão, mais valores que podem estar em atraso, a título de salário e prêmios. A esperança dos diretores é de que o treinador receba uma proposta de outro time e aceite renegociar seu contrato. Ganhando tempo, podem ter mais opções de técnicos com o fim dos campeonatos regionais e, por isso, já se pensa em nomes como Luiz Felipe Scolari, que pode deixar o Palmeiras, dependendo dos resultados conseguidos por ele na Supercopa e no Paulista.
Nomes como de Nelsinho Batista, que dirige o Colo Colo, estão sempre nos planos dos santistas, que olham também na direção de Paulo Autuori e Oswaldo de Oliveira. Em comum, há o fato de todos estarem empregados e essa é uma razão a mais para os santistas procurarem ganhar tempo.
Tanto que, até às 17 horas de hoje, a reunião com o técnico Leão, que vem sendo adiada desde a semana passada, ainda não havia sido confirmada. Resta ainda a possibilidade de não haver acordo para o pagamento da multa contratual e os dirigentes desistam de demitir Leão, mantendo seu contrato até o final do Brasileiro.
Se o Santos mantiver a decisão de demitir o treinador, não encontrará um interlocutor maleável. Leão sempre coloca o cumprimento do contrato como ponto de honra e não irá abrir mão de seus direitos. Ele está visivelmente irritado com o que tem lido nos jornais, principalmente com o fato de os dirigentes terem colocado sobre ele toda a responsabilidade pelo fracasso no Paulista.
Os dirigentes entendem que deram tudo o que Leão pediu, mas não é exatamente essa a opinião do treinador. Os jogadores que ele queria, como Valdir, Marques e Ernani, não foram contratados. Ele entende que fez concessões, acomodou a situação de jogadores. Um outro ponto que destacou foi que nenhum atleta contratado era titular em seu time de origem, incluindo aí Paulo Rink.
TREINO - Se a crise vai permanecer por mais algum tempo, hoje foi dia de pelo menos duas boas notícias: Marcos Assunção e Adiel voltaram aos treinamentos em campo, mas não participaram do "rachão" promovido por Leão. Já a situação do volante Élson
contratado para o Brasileiro, foi esclarecida: seu contrato entra em vigor a partir de 1º de julho, quando deverá se apresentar.


