São Paulo - Quem esperava um Emerson Leão light no São Paulo pode esquecer. De agora em diante, a linha dura está colocada em ação. O treinador chegou ontem pela manhã, foi apresentado, e a tarde treinou a equipe. E sem moleza. ''Não sou linha dura, nem linha mole, a resposta é trabalho certo e com competência.'' Com poucas horas de trabalho, já mudou a rotina do clube. A partir de agora os treinos serão às 8h30 e não serão admitidos atos de indisciplina. ''Errou está fora.''
Leão, mesmo acompanhando o São Paulo de longe, andava indignado com o excessivo número de cartões amarelos e vermelhos recebidos nos jogos. Grafite (11 amarelos e 3 vermelhos) que se cuide. ''Cartões por reclamação e por brincadeira serão punidos. Só aceito se for necessário e, mesmo assim, sem violência.'' Sobre os atletas que gostam de curtir a noite, novo recado. ''Levantar cedo faz muito bem para a saúde.''
E não adianta tentar enganar o novo chefe. Num papo com Cuca, quinta-feira à noite, ficou sabendo das carências do time e do comportamento de todos os atletas. Inclusive de um possível desinteresse de alguns. ''Vou conversar com o elenco. E com alguns em particular.''
Pedirá reforços. O primeiro será o lateral Júnior, do Parma. Mas quer gente de qualidade. ''O tempo é curto, temos de ter cuidado na hora de contratar, sem errar'', enfatizou. ''Quem tem coisa boa não gosta de soltar.''
Quer um meia, um atacante e está preocupado com a defesa. Seu armador tem de ser de qualidade e, se possível, cobrador de faltas. Leão não gosta de Rogério Ceni se aventurando no ataque. ''Precisamos de pessoa com competência (para faltas) para que isso (Rogério cobrando) não se torne rotina. Afinal, é uma vergonha para os atacantes.'' Na época que estava na seleção, proibiu o goleiro de bater faltas.
O acordo do treinador com o clube é até dezembro de 2005 com salários de R$ 150 mil mensais.

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