Santos - Um homem maduro, que atravessou as últimas quatro décadas no futebol, consagrado como um dos maiores goleiros do planeta, chega agora ao momento mais importante de sua carreira de treinador. Emerson Leão, 53 anos, está prestes a escrever o nome na seleta lista dos técnicos brasileiros campeões da Libertadores, o título maior que um clube pode conquistar na América do Sul.
Mas mesmo que não o vença, Leão tem a alegria e o privilégio de poder dizer que, graças ao seu trabalho e à opção de acreditar na juventude, revelou simples promessas em realidade há poucos meses, e dirige um time que pratica um bom futebol, em várias oportunidades, um futebol encantador. A preocupação maior dessa equipe é atacar, sempre, se possível, com espetáculo. Só isso, já vale o ingresso.
''É a característica do time do Santos, não tem jeito'', diz. E hoje, com a necessidade de desfazer a vantagem do Boca Juniors de dois gols, o Santos não terá outra alternativa a não ser jogar na ofensiva.
Leão disse que ficará satisfeito se o Santos jogar o ''trivial''. Entenda-se como trivial uma equipe que ''pega, não deixa jogar e agride'', e se isso acontecer hoje, o Boca estará em apuros. ''A última vez que jogamos assim foi sábado passado'', prosseguiu, referindo-se à vitória que a equipe reserva obteve sobre o Bahia, por 4 a 0.
Neste momento em que o Santos chega a mais uma decisão, o treinador tem uma importante participação. ''Estamos trabalhando mais o psicológico, essa preparação, agora, é fundamental''. E o Boca que se cuide: se Leão falou que está trabalhando sério, dificilmente as coisas sairão erradas.

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