Leandro em paz com a torcida da Lusa
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domingo, 26 de março de 2000
Por Rafael Aguiar 
São Paulo, 27 (AE) - A Portuguesa conseguiu virar o jogo de domingo, contra o Mogi Mirim, graças a um pênalti cobrado por Leandro. O clima de pressão da torcida sobre o time e o técnico Nelsinho Baptista era grande. Depois de fazer 2 a 1, como forma de extravasar a emoção, o atacante correu até o banco para dar apoio ao treinador.
O gol deu novas chances à Lusa, complicou a situação do adversário e levou Leandro a mostrar de novo sua condição de "Rei do Canindé". O atacante, o maior artilheiro da história do estádio, também viveu dias difíceis no clube. "É natural a torcida pegar no pé se o time não vence, mas, na rua, sempre elogiam meu trabalho", declarou o jogador.
Em toda a carreira profissional, ele já marcou 74 gols - a maioria no Canindé. "Eu me sinto bem jogando na Portuguesa, pois conheço aquilo muito bem." Só no Paulista, o jogador, de 22 anos, já marcou oito vezes. Leandro sonha em voltar à seleção olímpica. "Deixei a seleção porque passei por uma cirurgia no joelho; agora, estou me dedicando para voltar", afirmou.
O pai, Júlio Amaral, ex-volante do Palmeiras na época da Academia e "segundo técnico" do atacante da Lusa, acredita no regresso. "Ele pode jogar em qualquer time do mundo, tem inteligência e personalidade", disse. Leandro não esconde a vontade de atuar na Espanha. "Gosto do Real Madrid e do Barcelona, mas estou satisfeito na Lusa; só saio se tiver uma proposta boa para mim e para o clube."
Júlio Amaral, que levou o filho às categorias de base da Lusa com 12 anos, explica o motivo da opção pelo clube. "Se o tivesse levado para o Palmeiras, talvez ele não tivesse oportunidade e acabasse com o passe emprestado a outros clubes."


