Leandro e seus dribles são arma do São Paulo
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sexta-feira, 16 de março de 2007
Agência Estado 
São Paulo - Na véspera da partida contra a Ponte Preta, hoje, às 16 horas, o atacante Leandro quebrou o silêncio. Mas pouco quis falar sobre o desentendimento com o Santos e o técnico Vanderlei Luxemburgo após o clássico da Vila Belmiro. Parece ter acatado os pedidos de Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do São Paulo, que o aconselhou a se preservar.
''Eu estou tranquilo. Em momento algum pensei em incitar tumulto. Aqui, ninguém cria nada de polêmica. O que aconteceu domingo é assunto encerrado. Tenho muito mais com o que me preocupar, como família, meu trabalho e a Ponte Preta'', disse o atacante, abusando nas ironias.
Leandro novamente estará em campo hoje, com seus dribles desconcertantes que fazem a alegria da torcida são-paulina e despertam a fúria nos adversários. Dribles que tiraram do sério o zagueiro Antônio Carlos e a diretoria e torcida do Santos, no domingo passado. Vanderlei Luxemburgo também ameaçou processar o jogador. ''Deixa acontecer. Eu estou na minha'', desconversou o camisa 9. ''Estou feliz aqui no São Paulo, rindo à toa. Ainda mais agora que tive meu contrato renovado até 2009.''
O atacante é peça importantíssima no bombardeio que Muricy Ramalho está armando pra cima da Ponte Preta no Morumbi. Leandro marcou apenas três dos 30 gols do São Paulo na temporada - 26 no Campeonato Paulista e 4 pela Libertadores. Número que ainda parece não agradar o chefe, que enfatizou os treinos de finalizações durante boa parte da semana livre.
O tiroteio tem como objetivo ''matar'' a equipe campineira o quanto antes para já se resguardar para o confronto de quarta-feira, contra o Necaxa, pela Libertadores. De quebra, uma vitória mantém o time na briga pela dianteira do campeonato. O líder Santos, que joga amanhã, está a um ponto na frente do São Paulo, que já acumula invencibilidade de 28 jogos.
Ponte Preta - ''Vencer o São Paulo é como ganhar uma medalha de ouro''. Esta é a frase usada pelo técnico da Ponte Preta, Nelsinho Baptista, para definir a importância do duelo no Morumbi. A frase é usada pelo treinador com duplo sentido: ilustra a dificuldade do jogo e tenta motivar os jogadores para tentar derrubar a invencibilidade do São Paulo.
EM SÃO PAULO
São Paulo
Rogério; Alex Silva, Miranda e Edcarlos; Ilsinho, Josué, Souza, Hugo e Jadílson; Leandro e Aloísio. Técnico: Muricy Ramalho
Ponte Preta
Denis; André Cunha, Anderson, Émerson e Fernando; Ricardo Conceição, Dionísio, João Marcos e Heverton; Anderson Luís e Finazzi. Técnico: Nelsinho Baptista
Árbitro: José Henrique de Carvalho
Estádio: Morumbi
Horário: 16 horas


