LBC pode sofrer ações trabalhistas
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quarta-feira, 28 de agosto de 2002
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
A crise financeira que atinge os cofres do Londrina Basquete Clube (LBC) parece ser mais séria do que se imaginava. A diretoria adotou a política dos pés no chão e optou em montar um time mais barato, com uma folha de pagamento relativamente baixa, em torno de R$ 25 mil. A folha do antigo time chegava a mais de R$ 74 mil.
Para reduzir ainda mais os custos, o supervisor Cláudio Fontenelle, vindo do Fluminense F.C, foi demitido recentemente e o novo preparador físico, Rinaldo Dezotti, que substitui o dispensado Raymundo Pires, foi contratado com um salário mais baixo.
Outro grave problema pode estar na iminente chuva de ações trabalhistas que o clube corre o risco de receber. Alguns jogadores do elenco antigo confirmaram a informação de que o salário referente ao mês de junho ainda não foi pago. O pivô Marcelo Machado, o Mãozão, hoje na Unisanta-SP, disse à Folha, em entrevista por telefone, que os jogadores tinham um contrato verbal com o clube até o final do mês de junho, época prevista para o fim do Campeonato Nacional de Basquete. ''No final de maio, quando fomos dispensados, eles simplesmente nos disseram que não íamos receber o salário de junho. O próprio Paulo Cezar (presidente do LBC) não gostou da atitude, mas teve que acatar a decisão da diretoria. A princípio não tenho a intenção de entrar na justiça, mas tenho dois anos para pensar sobre o caso'', ponderou.
Posição diferente tem o armador Leandro Binotto. O jogador informou ontem à reportagem que já conversou com um advogado e deve entrar como uma ação trabalhista contra o Londrina Basquete Clube. ''A maioria dos jogadores dispensados vai entrar na justiça para receber o salário. Nossa inscrição na CBB vai até junho, o que pode configurar nosso contrato até esta data. Eles (diretores) até admitiram o risco dos jogadores entrarem na justiça, mas disseram que não tinham dinheiro para pagar'', disse Binotto, que defendeu o LBC em dois Nacionais.
Tanto Binotto quanto Mãozão lamentam a posição adotada pela diretoria, mas ainda falam com admiração e carinho do apoio da torcida da cidade. ''Fiquei chateado principalmente porque não queria deixar a cidade, mas infelizmente não chegamos a um acordo. Para mim, as portas ainda continuam abertas'', confessa Mãozão.


