Há 15 dias no Brasil depois de deixar o Fenerbahce, da Turquia, o técnico Sebastião Lazaroni está à espera de uma proposta tentadora. Desde então, recusou duas: uma do Londrina e outra do futebol português, cujo clube não quis revelar. Assustado com a reputação da diretoria do Londrina - que quita suas dívidas com bois (referência ao folclórico ex-presidente do Londrina, Angelo Marcelo Caldarelli - N.R.) -, o treinador resolveu não se aventurar no interior paranaense, por onde até o ator Nuno Leal Maia já desenvolveu o ofício de técnico.
O convite a Sebastião Lazaroni foi formulado pelo presidente da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Rolim de Moura, a quem o técnico da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 90 indicou outro nome: o de Jairo Leal, seu assistente no Fenerbahce. Jairo - que comandou o Brasil no vice-campeonato no Mundial de Juniores, no Qatar, em 95 - está, por sua vez, em vias de aceitar o convite do técnico Carlos Alberto Parreira para ser seu auxiliar no Metro Stars, nos EUA.
Sobre a sondagem do futebol português, Sebastião Lazaroni disse que não é interessante assumir o clube já na reta final da temporada 96/97. Mas deixou as portas abertas para a transferência em julho, visando a próxima temporada. Enquanto isto, pretende se inteirar mais sobre o futebol brasileiro: ‘‘Não tenho prioridade de país para trabalhar. Basta aparecer uma proposta interessante. Mas por enquanto vou descansar, acompanhando os jogos dos principais campeonatos pelo Brasil’’.

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