Lattari torce por Bernardinho
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sexta-feira, 01 de dezembro de 2000
Jairo Gomes De Londrina 
O título olímpico que eu não consegui ganhar à frente da seleção, eu espero que o Bernardinho ganhe. Ficarei bastante contente com isso. Esta posição positiva em relação ao novo comando da seleção brasileira de vôlei feminino é de Radamés Lattari, 43 anos, ex-técnico do selecionado masculino que está em Londrina participando do Forum Brasil Esporte que começou ontem em Londrina.
Radamés Lattari disse que a sua posição de deixar a seleção masculina, não teve qualquer relação com o resultado obtido em Sydney, quando não chegou a subir ao pódio, apesar da pré-condição de favorito. Lattari disse que Bernardinho tem chances de mostrar um bom serviço à frente do time masculino, apesar de algumas dificuldades iniciais, principalmente pela resistência por parte de alguns treinadores do masculino que foram preteridos por um que veio do feminino. Radamés disse que não pretende dirigir nenhuma equipe nos próximos meses. Atualmente, ele viaja o Brasil fazendo palestras, além de ter uma empresa de consultoria. Lattari disse que, logo que deixou a seleção, recebeu várias propostas para trabalhar no exterior, tanto em times como seleções. Sobre os seus planos de se candidatar à presidência do Flamengo, Radamés disse que por ser um ano olímpico - esteve envolvido todo o primeiro semestre com os treinamentos da seleção preferiu adiar esta pretensão até 2003. Preferi fazer uma coisa só, os preparativos da seleção, mas bem feito.
FuturoApesar do atraso, causado pelo vôo que o trouxe do Rio, Radamés Lattari falou durante duas horas com os participantes do curso, ontem no Moringão, dando dicas e relatando experiências. Frisou ser favorável ao saque ofensivo, apesar do risco de se errar. Também disse que apesar de todos os avanços, a seleção brasileira feminina está um Olimpíada atrasada em relação a masculina, no que se refere a jogadas. Outro item que ele destacou foi a falta de cultura dos jogadores de vôlei, que param de estudar quando chegam aos 14 e 15 anos para se dedicarem à carreira. Disse que parte da culpa cabe também às escolas que não dão chance aos atletas de terem um currículo diferenciado, por causa de suas competições. Segundo Radamés, na última Olimpiada, apenas o levantador reserva Marcelinho tinha frequentando o primeiro período de uma faculdade. Os demais nem terminaram o segundo grau. Esta preocupação de Lattari com o nível cultural dos atletas é para que eles tenham um espírito crítico, com relação ao que estejam fazendo. Lattari disse também ser favorável a presença de estrangeiros nas equipes brasileiras para aumentar o nível técnico dos atletas. Ele ilustrou esta afirmativa com o que acontece no Campeonato Italiano considerado o melhor do mundo e que conta com os principais jogadores da modalidade. Por estarem sempre enfrentando jogadores de nível, quando vão defender as suas seleções já estão no ritmo. Isto não acontece no Brasil, que por ter uma competição mais frágil,, quando da disputa de competições com estrangeiros, principalmente os europeu, está um pouco abaixo da média, frisou.


