Agência Estado
De São Paulo
Jogador mais jovem da equipe. Primeira decisão de campeonato como titular. Nada disso serve como atenuante para a atuação do lateral-esquerdo Kléber na primeira partida da final do Brasileiro, contra o Atlético-MG, na avaliação do próprio atleta. Ele disse que ainda sente-se envergonhado com o seu desempenho no Mineirão e prometeu reagir no jogo de hoje em São Paulo.
‘‘Nunca tinha feito um jogo tão ruim pelo Corinthians: serviu como lição’’, afirmou Kléber, de 19 anos. Nem o passe para o segundo gol da equipe, feito por Luizão, diminui a sua rígida autocrítica.
Na cabeça de Kléber, ainda estão as imagens de uma furada, quando foi dominar a bola na linha lateral, e, principalmente, a jogada do primeiro gol da partida, logo aos 15 segundos, que ocorreu nas suas costas. ‘‘Um gol aos 15 segundos desestrutura qualquer equipe e qualquer jogador: fiquei nervoso mesmo’’, admitiu. ‘‘A ansiedade por estar disputando a minha primeira decisão talvez tenha me atrapalhado; tenho feito o possível para controlar essa ansiedade agora.’’
As cobranças durante a semana foram duras – da comissão técnica, dos colegas e dos torcedores –, colocando em segundo plano as críticas já habituais aos outros jogadores da defesa, principalmente à dupla de zaga. ‘‘Todos pediram para eu ter mais atenção; mas eu me sinto recuperado e em condições de dar uma resposta neste domingo.’’
Para descontrair um pouco, Kléber tem contado com o apoio do amigo Andrezinho, com quem dividiu o quarto na concentração, em Atibaia, e é seu companheiro desde os tempos de juvenil do Corinthians. Notório por suas imitações perfeitas e debochadas, Andrezinho conseguiu arrancar alguns sorrisos do rosto normalmente fechado do ‘‘Itaquera’’, apelido de Kléber no Parque São Jorge.

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