Rio - Não é novidade para ninguém que o momento do Vasco está longe de ser bom. Nas Laranjeiras, todos sabem da situação do rival, adversário neste sábado, no Engenhão, mas os jogadores preferem não comentar. O lateral-esquerdo Carlinhos, por exemplo, optou por não falar da fase do cruz-maltino e lembrou que por ser um clássico será uma partida bem difícil.
"Sobre o momento do Vasco eu não tenho muito o que falar, apenas do jogo, que será bom. É um clássico e temos que respeitar muito", disse.
Carlinhos provavelmente será titular na partida, já que o técnico Abel Braga declarou que pretende utilizar força máxima no clássico. Experiente em jogos deste tipo, o lateral lembrou que, por ser um clássico, o Fluminense tem que ficar atento nos detalhes. "Primeiro, será um jogo muito difícil, assim como todos os outros. E por ser um clássico, sempre pode ser decidido no detalhe. As duas equipes precisam ganhar e vai ser um bom jogo", comentou.
O Fluminense está na vice-liderança do Grupo B da Taça Guanabara, com 11 pontos em cinco jogos.
Libertadores
Parece que o Fluminense começou a Copa Libertadores deste ano com o pé esquerdo. O definição da Conmebol sobre a arbitragem para a primeira rodada da segunda fase colocou no jogo de estreia contra o Caracas (VEN) o árbitro José Hernando Buitrago, o mesmo da partida polêmica contra o Boca Juniors (ARG), no ano passado, pelas quartas de final da competição.
"Faltou no mínimo bom senso na escolha. Nos três últimos jogos nossos pela Libertadores, o Buitrago vai apitar dois. Logicamente que o Fluminense não gostou da escolha, mas temos que acatar. È torcer para que não existam novos problemas em relação a arbitragem e que ninguém seja prejudicado", afirmou o diretor executivo de futebol Rodrigo Caetano.
O colombiano teve uma arbitragem muito criticada no confronto na Bombonera, principalmente por não ter marcado um pênalti a favor do Fluminense (Roncaglia colocou a mão na bola, dentro da área), pela expulsão do lateral-esquerdo Carlinhos e por não ter visto uma cotovelada de Clemente Rodríguez em Marcos Júnior. Os jogadores e o técnico Abel Braga não economizaram nas reclamações.
Até mesmo a imprensa argentina declarou na época que o Boca Juniors havia sido ajudado pelos erros de Buitrago.

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