O lateral-direito Gilson não pertence mais ao Londrina. O clube aceitou ontem o pedido de rescisão contratual do jogador, que se apresenta hoje ao Corinthians de Presidente Prudente (interior de São Paulo). ‘‘Recebi uma proposta financeiramente interessante. Os dirigentes compreenderam o meu lado, facilitaram minha transferência e me liberaram numa boa’’, contou Gilson.
O Corinthians também pretendia levar Agnaldo, mas o técnico Paulo Comelli vetou a saída do lateral-esquerdo, atualmente na reserva de Lélis, que ainda se recupera de um problema no tendão do pé direito.
O médico Júlio Bispo volta a examinar Lélis antes do coletivo de hoje no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD). Ele é a principal dúvida de Comelli para o jogo de domingo, em Rolândia, contra o líder Nacional - nove pontos no Grupo A, contra oito do Londrina, vice da chave. Lélis frequenta a clínica do médico Ângelo Sella para se submeter a sessões de fisioterapia.
‘‘Hoje (ontem) espetaram uma agulhada (mesoterapia no tendão) de arrebentar. Doeu demais, doutor...’’, reclamava Lélis, quase em tom de confidência ao pé do ouvido de Júlio Bispo, que o indagava sobre a contusão, ontem à tarde, no VGD.
Depois de perder Gilson, o clube reativou ontem os contatos para trazer o ala-direito Airton, do Botafogo da Paraíba. Outro nome da lista é Renatinho, que atua no Araçatuba (SP). Até que chegue um novo reforço, Comelli admite escalar Pitty ou improvisar Amarildo na lateral-direita contra o Nacional.
Na próxima semana, Pitty iniciará um período de testes no Botafogo do Rio. O passe, que pertence a um grupo de empresários, está avaliado em R$ 300 mil. Em caso de venda, o Londrina terá uma participação proporcional.
Comelli disse que está atento às futuras contratações, que, segundo ele, incluem um atacante estilo matador. ‘‘Tínhamos um limite financeiro para montar o time, mas agora é preciso investir um pouco mais para encontrarmos os jogadores certos’’, afirmou o treinador. ‘‘É fundamental preencher o grupo sem cometer erros. Nossa briga é pelo título. É para subir...’’, acrescentou Comelli, que aguarda a palavra definitiva de Júlio Bispo sobre as condições de Humberto (joelho) e Eraldo (dores no púbis).
Enquanto isso, o vice-presidente de futebol Célio Guergoletto recepciona hoje alguns representantes da Drible. A empresa pode fornecer material esportivo ao time. ‘‘Eles é que tomaram a iniciativa de nos telefonar de São Paulo para sugerir a reunião. Vamos aproveitar o encontro para discutir um possível patrocínio das camisas’’, contou o dirigente.
Entre hoje e amanhã, Guergoletto e o secretário de Obras do Município, José Righi de Oliveira, devem discutir detalhes da ‘reforma de emergência’ da parte interditada do Estádio VGD - na cobertura das arquibancadas.
Segundo Guergoletto, a idéia é interditar parcialmente o VGD, liberando o restante do estádio para o jogo diante da Portuguesa Londrinense, já pelo returno da primeira fase, dia 4 de abril.Arquivo Folha‘Doeu demais, doutor...’ Lélis é examinado pelo médico Júlio Bispo no treino em que se contundiu: dúvida para enfrentar o NacionalNelson Cilo

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