Rogério Fischer
Para a maioria dos jogadores da Seleção Brasileira que disputará a Copa América no Paraguai, Foz do Iguaçu é pura novidade - menos para o lateral- direito Cafu, que teve uma passagem-relâmpago pela cidade dez anos atrás.
E, para azar do Foz Esporte Clube, que em 89 disputava a primeira divisão do Paranaense, foi mesmo na base do vapt-vupt: animado com a possibilidade de chegar nas primeiras colocações do Estadual, o então presidente do clube, Neuso Rafagnin, foi ao Morumbi buscar reforços para a equipe.
Lá, conseguiu o empréstimo, por 30 dias, de Cafu - que na época, com 19 anos, disputava o Campeonato Paulista de Aspirantes pelo São Paulo -, do meia-direita Neto (sobrinho de Bellini, capitão da Seleção campeã mundial em 58) e do ponta-esquerda Aritana, que atuaria em vários clubes.
A permanência de Cafu, conforme acordo feito por Rafagnin com o então presidente do tricolor, Juvenal Juvêncio, dependia da convocação para a Seleção Paulista de Juniores que seria anunciada na mesma semana em que o lateral chegou a Foz: se ele fosse chamado, voltaria imediatamente a São Paulo.
E não deu outra. ‘‘Ele voltou na sexta-feira anterior ao domingo em que iria estrear no Foz’’, diz Rafagnin, lembrando que, dos três, apenas Neto ficou no clube. ‘‘Assisti a um treino do time’’, confirma Cafu, que só pôde contemplar as maravilhas das Cataratas no último domingo à tarde, durante folga concedida pelo técnico Luxemburgo aos atletas. ‘‘Nossa, olha isso aqui, cara!’’, repetia o lateral aos companheiros de Seleção, ao observar a ‘‘Garganta do Diabo’’.
Depois desta rápida passagem pelo Paraná, Cafu ganhou títulos - e o mundo. Foi bicampeão mundial interclubes pelo São Paulo, foi para o Zaragoza da Espanha, onde o Palmeiras, num ‘‘três-cantos’’ com o irmão-de-leite Juventude, foi buscá-lo. Foi campeão mundial pela Seleção nos EUA, participou do vice-campeonato na França e hoje joga no Roma, da Itália.
De Neto, não se tem notícia.

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