Laterais ficam com corações divididos na decisão
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sábado, 02 de março de 2013
Thiago Mossini 
Os dois são laterais direitos e têm uma ligação próxima com Coritiba e Londrina. Quando o árbitro Felipe Gomes da Silva apitar o início da decisão do turno no Campeonato Paranaense, Rafinha e Ayrton estarão com os corações divididos na torcida pelas duas importantes equipes em suas respectivas carreiras.
O londrinense Rafinha está há oito anos na Europa. O lateral do Bayern de Munique conseguiu se transferir para o Velho Continente graças às boas atuações com a camisa coxa-branca. Ele, porém, começou a jogar no time de futsal do Grêmio Londrinense, antes de migrar para o futebol de campo no PSTC e, claro, no Tubarão. Torceu com o Londrina no título de 1992, conquistado com um gol de cabeça de João Neves, amigo da família de Rafinha.
E agora vai estar dividido. "O Londrina é um clube que eu gosto muito, pois meus tios e meus irmãos sempre vão no campo acompanhar e ver o time como está. O Coritiba é um time que tenho um carinho muito grande, pois abriu as portas para mim e para a minha vida", afirmou à FOLHA.
Rafinha promete acompanhar a partida lá em Munique e mandou um recado aos torcedores das duas equipes. "Já vi que o jogo vai passar por aqui e vou assistir sem dúvida. Quero pedir para o torcedor do Londrina e do Coritiba que compareçam ao estádio com bons modos e sem violência. Torço bastante para o Londrina e Coritiba para que seja um bom jogo, para que quem ganhe sejam os torcedores. Sorte a todos!", desejou o lateral de 27 anos.
Já Ayrton tem a mesma idade, mas não a mesma sorte de Rafinha de se firmar cedo em um time grande. Perambulou pelo Brasil, sempre com vínculo com a SM Sports, até que desembarcou no Londrina em 2011 para sua segunda passagem pelo clube. Foi um dos grandes nomes na campanha do retorno à Primeira Divisão e virou até capitão do time no ano passado. O bom Paranaense que fez chamou a atenção do Coritiba, que o contratou por empréstimo.
No Coxa, não demorou para se firmar como titular. Suas cobranças de falta viraram armas coxa-branca. O gol de falta na final da Copa do Brasil em cima do Palmeiras foi o diferencial para carimbar sua contratação pelo Verdão, seu atual clube.
"As duas equipes fazem parte da minha vida profissional. Foram os dois times que me projetaram para hoje eu estar aqui no Palmeiras", lembrou o jogador.
Mas na hora de falar em quem aposta, ficou em cima do muro como Rafinha. "Vai ser um belo jogo, um espetáculo, em que vai vencer o melhor", disse, deixando escapar que a torcida dele será para o Tubarão. "O Coritiba já tem status nacional. Acredito que para o Londrina esse título do primeiro turno seria melhor. Seria mais um grande paranaense brigando com os grandes do Brasil".


