Melbourne, Austrália - Largar em Melbourne sempre foi complicado. Porque a corrida é a primeira da temporada. Porque marca várias estréias. Porque a primeira curva é traiçoeira e já rachou alguns carros ao meio.
Neste ano, será mais difícil. Padrão na categoria nos últimos anos, o controle de largada está proibido. Os pilotos terão que confiar na própria sensibilidade.
''Fizemos muitas simulações na pré-temporada. Espero que todos tenham reaprendido a largar e que eu não tenha problema'', diz Cristiano da Matta, da Toyota.
Até o GP do Japão de 2003, o trabalho era todo do computador. Alinhados no grid, os pilotos apenas apertavam o botão LC (''launch control'', em inglês). Quando a última luz verde apagava, era só soltar o botão, e o controle de largada fazia o resto: engatava as marchas e acelerava o carro, com o cuidado para evitar que as rodas patinassem.
A proibição do dispositivo deve gerar consequências, como o aumento de incidentes nas largadas. A F-1 também vai conhecer a habilidade de seus pilotos. E são esperadas trapaças acredita-se que a Benetton possuía o dispositivo quando ele era proibido.
''Só espero sair ileso daquela primeira curva'', afirma Rubens Barrichello, que em 2002, saindo da pole, foi acertado na traseira por Ralf Schumacher.
Apesar do domínio da Ferrari, única que rodou abaixo de 1min25s nos treinos de ontem, Schumacher afirmou que os tempos obtidos por ele e por Barrichello não servem de parâmetro para o que vai acontecer na corrida.
Rubens Barrichello também gostou do rendimento de sua Ferrari nos treinos livres, em Melbourne. ''Ainda precisamos fazer alguns acertos, mas o carro mostrou grande potencial'', afirmou o piloto brasileiro.

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