Numa carreira tão recheada de sucesso e de recordes como a de Sebastian Vettel, é preciso recorrer a estatísticas curiosas para encontrar algum tipo de tabu. Ontem, ele quebrou dois de uma vez: o de nunca haver vencido no mês de julho e, o mais importante, o de não ter vitórias no GP de seu país. Com uma pilotagem cirúrgica, o piloto da Red Bull resistiu aos ataques da dupla de pilotos da Lotus e venceu na Alemanha com uma vantagem de apenas um segundo para Kimi Raikkonen.
- Já é um privilégio poder correr no próprio país e, depois da bandeira quadriculada, andei bem devagar para que a ficha caísse. Jamais esquecerei desse dia - celebrou.
Uma semana depois do embaraçoso espetáculo de pneus explodindo em alta velocidade no circuito de Silverstone, a corrida na Alemanha mostrou que a modificação do material na banda de rodagem dos pneus surtiu o efeito desejado.
Mais do que isso, a diferença de performance entre os compostos macio e médio utilizados em Nürburgring abriu uma interessante gama de estratégias para a prova. Vettel e os carros da Lotus acabaram ajudados por um clima quente, algo raro na região do circuito mesmo no verão. Mas Fernando Alonso também chegou perto do pódio numa estratégia diferente dos três primeiros, mostrando que, desta vez, o tempero para uma prova emocionante funcionou.
O que não anda funcionando bem é o desempenho de Felipe Massa. Sua participação em Nürburgring durou cinco minutos.Na terceira volta, ele rodou na freada da primeira curva e saiu da pista. Com o câmbio travado, não conseguiu voltar para a prova.
- A equipe não viu nada no carro, mas sou um cara sério suficiente para falar que os pneus traseiros travaram, fui corrigir, rodei e na hora de sair o carro ficou engatado em quinta e não descia para primeira marcha. É um pouco estranho acontecer isto - afirmou.

Imagem ilustrativa da imagem LAR DOCE LAR
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